Sobre a morte e o morrer análise psicológica do paciente terminal
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- Introdução
- Mudanças no processo de morrer ocorridas no século XX
- O que é morte?
- A morte para a equipe de saúde
- A humanização da morte
- A morte para o paciente terminal
- Conclusão
- Referências bibliográficas
Os povos da antiguidade temiam a morte e preservavam seus parentes mortos a distância, pelo temor que eles regressassem ao povoado. Assim os cemitérios da antiga Roma e de Constantinopla, por exemplo, eram localizados fora das cidades, caracterizando a morte como algo repugnante a ser escondido (MARTINS, 1983).
Na Idade Média, com o cristianismo, este panorama mudou. O culto aos mártires e a fé na ressurreição do corpo fizeram com que a morte fosse mais bem aceita, tratada com familiaridade, embora com indiferença. Com o tempo, os cemitérios passaram a ser construído dentro das cidades e se tornaram postos de intensa atividade social (MARTINS, 1983).
A pessoa que pressentia a proximidade do seu fim, respeitando os atos cerimoniais estabelecidos, deitava-se no leito de seu quarto e ali, era visitado por pessoas da comunidade. Era importante a presença dos parentes, amigos e vizinhos e os ritos da morte eram realizados com simplicidade, sem dramaticidade ou gestos de emoção excessivos. O moribundo dava as recomendações finais, exprimia suas últimas vontades, pedia perdão e se despedia. O sacerdote comparecia e o moribundo se confessava e recebia a comunhão. Em seguida, o sacerdote ministrava a extrema-unção. Finalmente, quando se aproximavam os últimos momentos, a comunidade recitava as orações dos agonizantes (MARANHÃO, 1986).
Na Idade Média, com o cristianismo, este panorama mudou. O culto aos mártires e a fé na ressurreição do corpo fizeram com que a morte fosse mais bem aceita, tratada com familiaridade, embora com indiferença. Com o tempo, os cemitérios passaram a ser construído dentro das cidades e se tornaram postos de intensa atividade social (MARTINS, 1983).
A pessoa que pressentia a proximidade do seu fim, respeitando os atos cerimoniais estabelecidos, deitava-se no leito de seu quarto e ali, era visitado por pessoas da comunidade. Era importante a presença dos parentes, amigos e vizinhos e os ritos da morte eram realizados com simplicidade, sem dramaticidade ou gestos de emoção excessivos. O moribundo dava as recomendações finais, exprimia suas últimas vontades, pedia perdão e se despedia. O sacerdote comparecia e o moribundo se confessava e recebia a comunhão. Em seguida, o sacerdote ministrava a extrema-unção. Finalmente, quando se aproximavam os últimos momentos, a comunidade recitava as orações dos agonizantes (MARANHÃO, 1986).

