Posição do côndilo e disco articular em relação à maloclusão
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nível : todo público
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- Introdução
- Revisão da literatura
- Considerações sobre a anatomia das ATMs
- Posição do côndilo e alterações morfológicas das ATM's
- Posição do côndilo em relação a caso de extração de pré-molares
- Descolamentos de disco em relação a sinais e sintomas de DTM
- Deslocamento do disco e posição do côndilo
- Posição do disco e do côndilo em relação as maloclusões
- Conclusão
- Referências bibliográficas
Os objetivos principais do tratamento ortodôntico consistem na obtenção de um equilíbrio facial e dentário com estabilidade; função mastigatória adequada e saúde periodontal, segundo TWEED (1944). Para que estas metas sejam atingidas e com a evolução dos recursos de diagnóstico, faz-se necessário avaliar a articulação têmporo mandibular e sua relação com a maloclusão estabelecida em cada caso, buscando suas características funcionais dinâmicas dentro de cada maloclusão tratada, principalmente no tocante à estabilidade do tratamento efetuado.
"A responsabilidade do ortodontista é corrigir a função e criar resultados permanentes. Assim, considerar a saúde da articulação têmporo mandibular é absolutamente necessário". RICKETTS (1955)
Dentro deste contexto temos observado que muitos indivíduos adultos submetidos a tratamento ortodôntico têm apresentado desordens têmporo - mandibulares (DTMs) como resposta negativa às mudanças posturais decorrentes da terapêutica efetuada.
OKESON (1992) "variações fisiológicas de funcionamento da articulação crânio - mandibular, de etiologia multifatorial, desencadeando o surgimento de sinais e sintomas progressivos conforme a gravidade como: sons articulares durante a mastigação; mialgias; trismo; mioespasmo; cefaléias aparentemente espontâneas; subluxações; deslocamentos do disco articular com ou sem recaptura durante a função mastigatória e finalmente artrose."
Dentre os fatores que podem ser atribuídos a tal distúrbio está a posição do côndilo dentro da fossa mandibular, considerado por WEINBERG (1975), causa de DTM. Além disso, "Deslocamentos condilares podem contribuir para dor e disfunção da ATM, dependendo da direção. Deslocamento condilar anterior, pode inicialmente afetar os músculos induzindo uma resposta parafuncional do sistema proprioceptivo. O deslocamento condilar posterior, resulta em uma resposta intra - articular que consiste em desordem discal, estalido recíproco, possível deslocamento anterior do disco, possível padrão patológico de deglutição e estimulação nociva do sistema proprioceptivo . Este fatores contribuem subseqüentemente com trismo, espasmo musculares e dor e a longo prazo com remodelação da ATM. " WEINBERG (1983) THILANDER et al. (2002) avaliaram uma amostra significativa (4724 crianças) que se apresentaram para tratamento ortodôntico e encontraram significantes relações entre sinais e sintomas de DTM em indivíduos que apresentavam maloclusões.
Apesar da variação no conceito de relação cêntrica desde a sua definição, há um consenso de que na ATM normal o côndilo mandibular se apresenta em uma posição de concentricidade dentro da fossa articular. Por outro lado, RAMFJORD & HINIKER (1966) e MONGINI (1977), comprovaram por meio de seus estudos, que a ATM é reconhecidamente suscetível a alterações funcionais e que mudanças morfológicas no côndilo, fossa articular e eminência articular, devem ser esperadas como respostas a estas alterações funcionais.
As desordens oclusais determinam o curso da remodelação do côndilo e são também responsáveis pelos seus deslocamentos na fossa, os quais por sua vez, podem causar alterações na morfologia da ATM.
Diante do exposto é nossa pretensão verificar na literatura, a opinião dos autores em relação às posições do côndilo e disco articular e a maloclusão, com o propósito de fornecer recursos de diagnóstico para que o profissional possa melhor avaliar e proceder ao planejamento e estabelecer o prognóstico de casos submetidos a tratamento ortodôntico.
"A responsabilidade do ortodontista é corrigir a função e criar resultados permanentes. Assim, considerar a saúde da articulação têmporo mandibular é absolutamente necessário". RICKETTS (1955)
Dentro deste contexto temos observado que muitos indivíduos adultos submetidos a tratamento ortodôntico têm apresentado desordens têmporo - mandibulares (DTMs) como resposta negativa às mudanças posturais decorrentes da terapêutica efetuada.
OKESON (1992) "variações fisiológicas de funcionamento da articulação crânio - mandibular, de etiologia multifatorial, desencadeando o surgimento de sinais e sintomas progressivos conforme a gravidade como: sons articulares durante a mastigação; mialgias; trismo; mioespasmo; cefaléias aparentemente espontâneas; subluxações; deslocamentos do disco articular com ou sem recaptura durante a função mastigatória e finalmente artrose."
Dentre os fatores que podem ser atribuídos a tal distúrbio está a posição do côndilo dentro da fossa mandibular, considerado por WEINBERG (1975), causa de DTM. Além disso, "Deslocamentos condilares podem contribuir para dor e disfunção da ATM, dependendo da direção. Deslocamento condilar anterior, pode inicialmente afetar os músculos induzindo uma resposta parafuncional do sistema proprioceptivo. O deslocamento condilar posterior, resulta em uma resposta intra - articular que consiste em desordem discal, estalido recíproco, possível deslocamento anterior do disco, possível padrão patológico de deglutição e estimulação nociva do sistema proprioceptivo . Este fatores contribuem subseqüentemente com trismo, espasmo musculares e dor e a longo prazo com remodelação da ATM. " WEINBERG (1983) THILANDER et al. (2002) avaliaram uma amostra significativa (4724 crianças) que se apresentaram para tratamento ortodôntico e encontraram significantes relações entre sinais e sintomas de DTM em indivíduos que apresentavam maloclusões.
Apesar da variação no conceito de relação cêntrica desde a sua definição, há um consenso de que na ATM normal o côndilo mandibular se apresenta em uma posição de concentricidade dentro da fossa articular. Por outro lado, RAMFJORD & HINIKER (1966) e MONGINI (1977), comprovaram por meio de seus estudos, que a ATM é reconhecidamente suscetível a alterações funcionais e que mudanças morfológicas no côndilo, fossa articular e eminência articular, devem ser esperadas como respostas a estas alterações funcionais.
As desordens oclusais determinam o curso da remodelação do côndilo e são também responsáveis pelos seus deslocamentos na fossa, os quais por sua vez, podem causar alterações na morfologia da ATM.
Diante do exposto é nossa pretensão verificar na literatura, a opinião dos autores em relação às posições do côndilo e disco articular e a maloclusão, com o propósito de fornecer recursos de diagnóstico para que o profissional possa melhor avaliar e proceder ao planejamento e estabelecer o prognóstico de casos submetidos a tratamento ortodôntico.

