Percepções de pacientes em hemodiálise a respeito do autocuidado
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Trata-se de uma pesquisa qualitativa desenvolvida com objetivo de identificar as percepções de pacientes em hemodiálise a respeito do autocuidado. O estudo foi realizado com 38 pacientes prevalecendo os critérios de inclusão e exclusão previamente determinados. Através de um questionário aplicado aos pacientes em uma clinica de hemodiálise, foram realizadas leituras das respostas, as quais foram agrupadas em sete categorias:1- Autocuidado é se tratar bem para prolongar a vida; 2- A hemodiálise é minha vida; 3- Acho que foi a pressão alta; 4- Fistula, isso é a vida da gente; 5- A comida faz mal dependendo da quantidade; 6- Eu tomo o comprimido, mas não sei para que serve; 7-Obedeço às orientações para não passar mal. As categorias foram caracterizadas de acordo com as respostas, isso permite concluir que os pacientes possuem um grau significativo de conhecimento em relação à doença, porém estas informações são limitadas e sofrem interferências de vários fatores; não conseguem definir autocuidado, mas realizam esta prática dentro da terapia hemodialítica. O profissional enfermeiro é parte atuante deste processo.
A doença renal crônica é considerada uma patologia grave que repercute em todos os órgãos e sistemas do organismo. O comprometimento do estado geral torna-se visível através de sinais e sintomas evidenciados externamente no paciente. A evolução da doença pode ser longa e dolorosa e os métodos dialíticos, dentre eles a hemodiálise, funcionam como terapia renal substitutiva para a manutenção da vida por um tempo indeterminado (Barros et all, 2006).
De acordo com Gualda (1998), as restrições impostas pela doença renal crônica ou pelo tratamento são sempre rigorosas e o grau de assimilação e de adesão é sempre diversificado, dependendo do valor que o indivíduo atribui a si próprio e a sua vida, do modo que as pessoas que fazem parte da sua rede familiar e social encaram a condição e o apoio que oferecem na sua trajetória.
Além disso, na prática, o que se observa é que os problemas geralmente são oriundos da dificuldade de compreensão da importância do tratamento, do controle dietético, da situação financeira a qual, muitas vezes, impossibilita a aquisição de medicamentos prescritos e o seguimento de orientações específicas ao serviço de hemodiálise.
Para Fermi (2003) os rins são órgãos duplos que lembram a forma de grão de feijão, tem uma coloração marrom avermelhada, situam-se no espaço retroperitonial, sendo um de cada lado da coluna vertebral, paralelo ao músculo psoas maior. Pesam cerca de 300g, recebem de 20 a 25% do débito cardíaco. Cada rim possui mais de um milhão de néfrons, que são a unidade funcional do rim. Cada néfron é composto por um glomérulo, onde ocorre a filtração e um túbulo, dividido em túbulo proximal, alça de Henler e túbulo distal.
Segundo o Ministério da Saúde, existem hoje no Brasil 67 mil pessoas em tratamento de hemodiálise e a previsão é de que este número alcance 127 mil em 2010. A insuficiência renal crônica é um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem após a perda de 50% da função dos rins; é irreversível e progressiva. As causas podem ser: primárias, que são aquelas resultantes de doenças que envolvem diretamente os rins (algumas glomerulonefrites, doença renal policística) ou secundária, quando os rins são atingidos a partir do envolvimento de outros locais e organismos (diabetes, HAS, infecções, vasculites).
A alta mortalidade em renais crônicos é 3,5 vezes maior que na população normal, causada principalmente pelo elevado número de doenças cardiovasculares, provenientes da presença de hipertensão arterial sistêmica sem controle satisfatório e do diabetes mellitus descontrolado (Brasil apud SANTOS, 2005).
A doença renal crônica é considerada uma patologia grave que repercute em todos os órgãos e sistemas do organismo. O comprometimento do estado geral torna-se visível através de sinais e sintomas evidenciados externamente no paciente. A evolução da doença pode ser longa e dolorosa e os métodos dialíticos, dentre eles a hemodiálise, funcionam como terapia renal substitutiva para a manutenção da vida por um tempo indeterminado (Barros et all, 2006).
De acordo com Gualda (1998), as restrições impostas pela doença renal crônica ou pelo tratamento são sempre rigorosas e o grau de assimilação e de adesão é sempre diversificado, dependendo do valor que o indivíduo atribui a si próprio e a sua vida, do modo que as pessoas que fazem parte da sua rede familiar e social encaram a condição e o apoio que oferecem na sua trajetória.
Além disso, na prática, o que se observa é que os problemas geralmente são oriundos da dificuldade de compreensão da importância do tratamento, do controle dietético, da situação financeira a qual, muitas vezes, impossibilita a aquisição de medicamentos prescritos e o seguimento de orientações específicas ao serviço de hemodiálise.
Para Fermi (2003) os rins são órgãos duplos que lembram a forma de grão de feijão, tem uma coloração marrom avermelhada, situam-se no espaço retroperitonial, sendo um de cada lado da coluna vertebral, paralelo ao músculo psoas maior. Pesam cerca de 300g, recebem de 20 a 25% do débito cardíaco. Cada rim possui mais de um milhão de néfrons, que são a unidade funcional do rim. Cada néfron é composto por um glomérulo, onde ocorre a filtração e um túbulo, dividido em túbulo proximal, alça de Henler e túbulo distal.
Segundo o Ministério da Saúde, existem hoje no Brasil 67 mil pessoas em tratamento de hemodiálise e a previsão é de que este número alcance 127 mil em 2010. A insuficiência renal crônica é um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem após a perda de 50% da função dos rins; é irreversível e progressiva. As causas podem ser: primárias, que são aquelas resultantes de doenças que envolvem diretamente os rins (algumas glomerulonefrites, doença renal policística) ou secundária, quando os rins são atingidos a partir do envolvimento de outros locais e organismos (diabetes, HAS, infecções, vasculites).
A alta mortalidade em renais crônicos é 3,5 vezes maior que na população normal, causada principalmente pelo elevado número de doenças cardiovasculares, provenientes da presença de hipertensão arterial sistêmica sem controle satisfatório e do diabetes mellitus descontrolado (Brasil apud SANTOS, 2005).

