Ofertas primárias de ações no novo mercado: um estudo comparativo entre os resultados das aberturas de capital da BOVESPA e a evolução do risco-Brasil entre 2003 e 2007
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trabalho publicado dia 09/11/2008
 
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nível : expert
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section Resumo
 
 
Entre 2003 e 2007, a captação de recursos pelas empresas pela emissão primária de ações em Bolsa teve um destacado crescimento no Brasil. A atual situação brasileira influenciou administradores a optarem pela abertura de capital, contrariando a teoria de finanças corporativas. Antes de tomar a decisão de abertura de capital, variáveis devem ser analisados para atestar a possibilidade de sucesso, entre elas, os fatores externos. O fator externo analisado é o risco - Brasil, criado para auxiliares investidores quanto à decisão de investimento em países emergentes. A forma de cálculo deste índice é evidenciada na parte teórica, assim como a teoria sobre as ofertas públicas iniciais de ações. Os resultados são baseados nas vinte e cinco ofertas públicas primárias no Novo Mercado da BOVESPA ocorridas entre janeiro de 2003 e dezembro de 2007. É feita a comparação entre os valores de lançamento e os valores após quinze dias úteis de negociação, relacionando-se estes dados com o risco - Brasil do mesmo período. Este índice é analisado como fator externo para servir como referência aos administradores na abertura de capital das empresas. Outros estudos tornam-se necessários para que possam ser analisados outros fatores externos e possam servir de subsídios adicionais para os administradores em suas decisões.
Entre os anos de 2003 e 2007, a captação de recursos pelas empresas através da emissão primária de ações em Bolsa de Valores teve um grande crescimento no Brasil. Passou de um período predecessor que variava entre nenhuma e três emissões anuais por parte das empresas até chegar em 2003 – ano que não registrou nenhuma ocorrência de oferta pública de ações. Daquele ano em diante, com a ocorrência do boom da internet, o crescimento foi exponencial. As razões que influenciaram as empresas que antes não tinham a estrutura pulverizada de capital em ações a tomarem a decisão de abrir o capital estão ligadas ao mercado em que elas estão inseridas. A estrutura financeira brasileira influencia estas empresas na decisão de abrir ou não abrir o capital. No arcabouço teórico de finanças corporativas, a ordem de preferência para as empresas obterem recursos adicionais é com riquezas geradas pelo próprio capital e trabalho, ou seja, os lucros registrados nas atividades operacionais que seriam reinvestidos, aumentando o poder financeiro; buscando recursos de terceiros, acarretando a criação de obrigações com estas entidades para a obtenção de recursos para serem investidos e, por último, devido à sua complexidade de dispositivos, normas e um custo mais elevado que os dois anteriormente citados, a captação de recursos através da emissão de ações em Bolsa de Valores.
Com base nos resultados apresentados no decorrer da análise vista anteriormente, pode-se concluir que dos vinte e cinco lançamentos primários no Novo Mercado, 52% deste total (13 operações) tiveram resultados negativos na relação variação do preço do ativo / variação do risco - Brasil durante os quinze primeiros dias úteis depois da negociação, denotando que quando um tem variação negativa, o outro tem variação positiva ou vice-versa.
 
 
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