O comprometimento do processo de alfabetização por falhas de consciência fonológica
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nível : todo público
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- A teoria lingüística
- O Domínio da Linguagem
- A Aquisição do Léxico
- A Fala
- A Aquisição do Sistema Fonético-Fonológico
- A Aquisição Morfológica
- A Aquisição Sintática
- A Aquisição da Semântica
- A Leitura
- A Escrita
- Consciência fonológica
- A implicação da Consciência Fonológica no Aprendizado
- Conclusão
- Referências bibliográficas
É com as experiências clínicas de fonoaudiológia que me aproximo cada vez mais do universo da aprendizagem, não somente pelo contato direto com crianças em idade pré-escolar e escolar, mas também pelos inúmeros encontros de assessoria, palestras, cursos e estudos com profissionais da área de educação e afins. Diante de tantas informações e múltiplas experiências teóricas e práticas, surgiram muitos questionamentos, curiosidades e constantes buscas de respostas. É pela busca das respostas que esta pesquisa tem como objetivo refletir e aprofundar os estudos sobre a relação entre Consciência Fonológica e a Aprendizagem Escolar.
Para tanto, cabe explicitar primeiramente o que alguns teóricos entendem por Consciência Fonológica. Segundo Martins (1996:15), "é a maneira de como a criança encara a palavra", isto é, ela passa por um processo onde é necessário que "ignore o significado da palavra e preste a atenção à estrutura", uma vez consciente da estrutura da palavra, ela tem domínio para examinar e manipular essa estrutura. Então, Consciência Fonológica pode ser compreendido como sendo um processo onde a criança toma consciência dos sons que compõem a fala.
Consideramos que para a composição de um novo cenário para a educação, bem como para a recomposição do universo da subjetividade, a fonoaudiologia é um dos poderosos instrumentos para assegurar um desenvolvimento, um despertar e, sobretudo, motivar a espontaneidade da criança.
Tomo como hipótese, mediante outros estudos sobre o assunto e minha prática clínica, que as crianças com falhas na Consciência Fonológica apresentam dificuldades no processo de alfabetização, o que me direcionou para realização esta pesquisa. O procedimento metodológico tem como suporte empírico a análise dos efeitos da aplicação da triagem Perfil de Habilidades Fonológicas (Carvalho, Alvarez e Caetano) para pesquisar, melhor estudar e possibilitar estratégias de ação prática na relação da Aprendizagem com a Consciência Fonológica.
Este estudo se realiza mediante uma testagem em 47 alunos do Externato Coração Eucarístico que inicialmente foram submetidos à triagem citada anteriormente no momento no ano em que cursavam o Jardim III, não tendo sido ainda submetidos à escrita formal. Um ano após, já finalizando o processo de alfabetização, os mesmos alunos realizaram ditado de 37 palavras, produção de texto mediante 2(duas) opções de gravuras e leitura também com 2 (duas) possibilidades de escolha, ambas compatíveis pedagogicamente para os parâmetros da referida classe. A população alvo ainda foi selecionada através variáveis, sendo critério de inclusão, crianças de ambos os sexos, moradores na cidade do Rio de Janeiro há dois anos de 5 e 6 anos de idade cronológica. Foram excluídas as crianças com deficiência auditiva, cognitiva, transtornos de fala e comportamentais, fatores estes que impossibilitassem a veracidade da triagem ou que poderiam interferir como causas no processo formal de alfabetização.
Trata-se de um estudo de casos que se define pela precisa delimitação de seu objeto. O caso pode ser, segundo os autores, "similar a outros, mas é ao mesmo tempo distinto, pois tem um interesse próprio, singular". Como os próprios autores sugerem "quando queremos estudar algo singular, que tenha valor em si devemos escolher o "estudo de caso". Desta forma, mesmo partindo de uma hipótese, esta monografia manteve o pesquisador atento para incorporar à investigação os novos elementos ou dimensões que iam surgindo ao longo da pesquisa, seguindo, assim, a explicitação dos pesquisadores M. e André, M (1986: 18), segundo os quais no estudo de campo, tanto a hipótese, quanto as formulações teóricas iniciais podem ser redefinidas ao longo da pesquisa.
Para tanto, cabe explicitar primeiramente o que alguns teóricos entendem por Consciência Fonológica. Segundo Martins (1996:15), "é a maneira de como a criança encara a palavra", isto é, ela passa por um processo onde é necessário que "ignore o significado da palavra e preste a atenção à estrutura", uma vez consciente da estrutura da palavra, ela tem domínio para examinar e manipular essa estrutura. Então, Consciência Fonológica pode ser compreendido como sendo um processo onde a criança toma consciência dos sons que compõem a fala.
Consideramos que para a composição de um novo cenário para a educação, bem como para a recomposição do universo da subjetividade, a fonoaudiologia é um dos poderosos instrumentos para assegurar um desenvolvimento, um despertar e, sobretudo, motivar a espontaneidade da criança.
Tomo como hipótese, mediante outros estudos sobre o assunto e minha prática clínica, que as crianças com falhas na Consciência Fonológica apresentam dificuldades no processo de alfabetização, o que me direcionou para realização esta pesquisa. O procedimento metodológico tem como suporte empírico a análise dos efeitos da aplicação da triagem Perfil de Habilidades Fonológicas (Carvalho, Alvarez e Caetano) para pesquisar, melhor estudar e possibilitar estratégias de ação prática na relação da Aprendizagem com a Consciência Fonológica.
Este estudo se realiza mediante uma testagem em 47 alunos do Externato Coração Eucarístico que inicialmente foram submetidos à triagem citada anteriormente no momento no ano em que cursavam o Jardim III, não tendo sido ainda submetidos à escrita formal. Um ano após, já finalizando o processo de alfabetização, os mesmos alunos realizaram ditado de 37 palavras, produção de texto mediante 2(duas) opções de gravuras e leitura também com 2 (duas) possibilidades de escolha, ambas compatíveis pedagogicamente para os parâmetros da referida classe. A população alvo ainda foi selecionada através variáveis, sendo critério de inclusão, crianças de ambos os sexos, moradores na cidade do Rio de Janeiro há dois anos de 5 e 6 anos de idade cronológica. Foram excluídas as crianças com deficiência auditiva, cognitiva, transtornos de fala e comportamentais, fatores estes que impossibilitassem a veracidade da triagem ou que poderiam interferir como causas no processo formal de alfabetização.
Trata-se de um estudo de casos que se define pela precisa delimitação de seu objeto. O caso pode ser, segundo os autores, "similar a outros, mas é ao mesmo tempo distinto, pois tem um interesse próprio, singular". Como os próprios autores sugerem "quando queremos estudar algo singular, que tenha valor em si devemos escolher o "estudo de caso". Desta forma, mesmo partindo de uma hipótese, esta monografia manteve o pesquisador atento para incorporar à investigação os novos elementos ou dimensões que iam surgindo ao longo da pesquisa, seguindo, assim, a explicitação dos pesquisadores M. e André, M (1986: 18), segundo os quais no estudo de campo, tanto a hipótese, quanto as formulações teóricas iniciais podem ser redefinidas ao longo da pesquisa.

