Motricidade
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- Conceituação e embasamento teórico
- Criança e o movimento
- Desenvolvimento motor no pré-escolar
- O primeiro ano de vida
- Criança de um a três anos
- Criança de quatro a seis anos
- Como trabalhar a motricidade da criança
- Coordenação óculo-manual
- Coordenação dinâmica-geral
- Estruturação do esquema corporal
- Conclusão
Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998), o movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana.
As crianças se movimentam desde que nascem, adquirindo cada vez maior controle sobre seu próprio corpo e se apropriando cada vez mais das possibilidades de interação com o mundo. Engatinham, caminham, manuseiam objetos, correm, saltam, brincam sozinhas ou em grupo, com objetos ou brinquedos, experimentando sempre novas maneiras de utilizar seu corpo e seu movimento.
Ao movimentar- se, as crianças expressam sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais.
O movimento humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço: constitui- se em uma linguagem que permite ás crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo.
As maneiras de andar, correr, arremessar, saltar resultam das interações sociais e da relação dos homens com o meio; são movimentos cujos significados têm sido construídos em função das diferentes necessidades, interesses e possibilidades corporais humanas presentes nas diferentes culturas em diversas épocas da história.
Esses movimentos incorporam-se aos comportamentos dos homens, constituindo- se assim numa cultura dança, o jogo, as brincadeiras, as práticas esportivas etc., nas quais se faz uso de diferentes gestos, posturas e expressões corporais com intencionalidade.
O que a criança e o adolescente sabem fazer não é igual ao que eles sabem verbalizar, escrever ou representar corporalmente. A primeira linguagem é o movimento, depois, a verbalização, só depois de algum tempo, de múltiplas experiências e de certa maturidade, é que a criança ou o adolescente consegue escrever sobre seus sentimentos, suas experiências, suas "verdades".

