Literatura infantil
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Os primeiros livros para crianças foram produzidos ao final do século XVII e durante o século XVIII. Antes disto, não se escrevia para elas, porque não existia a "infância". Hoje, a afirmação pode surpreender; todavia, a concepção de uma faixa etária diferenciada, com interesses próprios e necessitando de uma formação específica, só acontece em meio à Idade Moderna.
Suporte do aprendizado das primeiras letras, o livro passou por diversas fases, ao longo da história da educação no Brasil. Camões, as Seletas, as apostilas, o livro único, o didático, o paradidático, todos estes são facetas de um mesmo livro, aquele a quem se delegou a incumbência de acompanhar o estudante durante o transcurso das atividades discentes, servindo como depósito de informações e exercícios, sem negar nunca seu caráter utilitário que, se o degradou (e mesmo Camões foi vítima deste aviltamento), não impediu sua expansão crescente. Por isso, transcendeu o âmbito da sala de aula e converteu-se numa vigorosa fonte de renda para autores, editores e livreiros, embora nem sempre na mesma proporção.
Esta mudança se deveu a outro acontecimento da época: a emergência de uma nova noção de família, centrada não mais em amplas relações de parentesco, mas num núcleo unicelular, preocupado em manter sua privacidade (impedindo a intervenção dos parentes em seus negócios internos) e estimular o afeto, entre seus membros.
Suporte do aprendizado das primeiras letras, o livro passou por diversas fases, ao longo da história da educação no Brasil. Camões, as Seletas, as apostilas, o livro único, o didático, o paradidático, todos estes são facetas de um mesmo livro, aquele a quem se delegou a incumbência de acompanhar o estudante durante o transcurso das atividades discentes, servindo como depósito de informações e exercícios, sem negar nunca seu caráter utilitário que, se o degradou (e mesmo Camões foi vítima deste aviltamento), não impediu sua expansão crescente. Por isso, transcendeu o âmbito da sala de aula e converteu-se numa vigorosa fonte de renda para autores, editores e livreiros, embora nem sempre na mesma proporção.
Esta mudança se deveu a outro acontecimento da época: a emergência de uma nova noção de família, centrada não mais em amplas relações de parentesco, mas num núcleo unicelular, preocupado em manter sua privacidade (impedindo a intervenção dos parentes em seus negócios internos) e estimular o afeto, entre seus membros.

