Gravidez na adolescência
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Como foi apontado pelo Comitê sobre Adolescência do Grupo para o Adiantamento da Psiquiatria (EUA, 1968), quando o jovem torna-se biologicamente preparado para iniciar-se sexualmente começa a pensar sobre isso e, com o tempo, passa a desejar o coito. Contudo, falta-lhe maturidade suficiente para compreender fatores como a possibilidade de gravidez, o que isso significa e suas implicações para o futuro.
A grande parte das adolescentes entrevistadas não planejaram a gestação, apesar de revelarem ter consciência dos riscos de uma atividade sexual sem cuidados adequados. Normalmente as adolescentes que engravidaram nunca imaginaram que ficar grávida era algo que aconteceria com elas e por isso não realizavam anticoncepção, apesar de conhecerem os métodos.
A intimidade e a sexualidade são duas características que se estabelecem no desenvolvimento psicossocial do adolescente. Portanto, pode-se pensar que as adolescentes entrevistadas engravidaram com o intuito de desenvolver uma intimidade e uma sexualidade adultas com seu parceiro. Entretanto, uma vez que isso não foi planejado juntamente com eles, essa tentativa não proporcionou o que era esperado, já que o padrão encontrado foi o abandono pelos companheiros.
O diagnóstico da gestação normalmente é tardio, após os três meses. Muitas jovens negam que mantêm uma vida sexual ativa, assim como suas irregularidades menstruais, dirigindo-se ao médico com o pretexto de uma simples consulta. Na verdade, isso indica que elas não estariam tendo coragem para viver a própria existência, já que não enfrentaram a insegurança dos imprevistos
Em geral, a reação à notícia da gravidez foi adversa. As adolescentes pesquisadas relataram atitudes frente à gravidez: sentimentos de perplexidade, surpresa e arrependimento. Também foram relatadas reações de conformidade e de adaptação, já que a gravidez não foi uma escolha para essas jovens. Geralmente as reações dos namorados e da família são as mais diversas.
A participação em um programa de assistência pré-natal para adolescentes faz com que as informantes entendam sua nova condição de ser mãe, que surge na convivência com outras adolescentes grávidas.
A maioria das adolescentes grávidas optam por assumir a maternidade. No entanto, essa escolha altera o curso de suas vidas, acarretando dificuldades no que se refere aos aspectos escolar, profissional, afetivo e social. Portanto, o fato de haver levado a gravidez a termo não é suficiente para que essas jovens alcancem o status de adulta em todos os aspectos do desenvolvimento. Embora a decisão de assumir a gestação e a maternidade represente um comportamento autônomo, as adolescentes ainda mantêm certa dependência em relação à família e/ou ao companheiro.
Além disso, mesmo que os relacionamentos delas com os pais de seus filhos representassem um potencial para o desenvolvimento da intimidade, o padrão encontrado ( em maior parte dos casos ) revela descaso ou até mesmo desconhecimento por parte de seus namorados. Dessa forma, pode-se pensar que não foram estabelecidas relações de confiança, as quais envolveriam diálogo e respeito mútuo.
A grande parte das adolescentes entrevistadas não planejaram a gestação, apesar de revelarem ter consciência dos riscos de uma atividade sexual sem cuidados adequados. Normalmente as adolescentes que engravidaram nunca imaginaram que ficar grávida era algo que aconteceria com elas e por isso não realizavam anticoncepção, apesar de conhecerem os métodos.
A intimidade e a sexualidade são duas características que se estabelecem no desenvolvimento psicossocial do adolescente. Portanto, pode-se pensar que as adolescentes entrevistadas engravidaram com o intuito de desenvolver uma intimidade e uma sexualidade adultas com seu parceiro. Entretanto, uma vez que isso não foi planejado juntamente com eles, essa tentativa não proporcionou o que era esperado, já que o padrão encontrado foi o abandono pelos companheiros.
O diagnóstico da gestação normalmente é tardio, após os três meses. Muitas jovens negam que mantêm uma vida sexual ativa, assim como suas irregularidades menstruais, dirigindo-se ao médico com o pretexto de uma simples consulta. Na verdade, isso indica que elas não estariam tendo coragem para viver a própria existência, já que não enfrentaram a insegurança dos imprevistos
Em geral, a reação à notícia da gravidez foi adversa. As adolescentes pesquisadas relataram atitudes frente à gravidez: sentimentos de perplexidade, surpresa e arrependimento. Também foram relatadas reações de conformidade e de adaptação, já que a gravidez não foi uma escolha para essas jovens. Geralmente as reações dos namorados e da família são as mais diversas.
A participação em um programa de assistência pré-natal para adolescentes faz com que as informantes entendam sua nova condição de ser mãe, que surge na convivência com outras adolescentes grávidas.
A maioria das adolescentes grávidas optam por assumir a maternidade. No entanto, essa escolha altera o curso de suas vidas, acarretando dificuldades no que se refere aos aspectos escolar, profissional, afetivo e social. Portanto, o fato de haver levado a gravidez a termo não é suficiente para que essas jovens alcancem o status de adulta em todos os aspectos do desenvolvimento. Embora a decisão de assumir a gestação e a maternidade represente um comportamento autônomo, as adolescentes ainda mantêm certa dependência em relação à família e/ou ao companheiro.
Além disso, mesmo que os relacionamentos delas com os pais de seus filhos representassem um potencial para o desenvolvimento da intimidade, o padrão encontrado ( em maior parte dos casos ) revela descaso ou até mesmo desconhecimento por parte de seus namorados. Dessa forma, pode-se pensar que não foram estabelecidas relações de confiança, as quais envolveriam diálogo e respeito mútuo.

