Família
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- Contexto familiar
- O que é família?
- Famílias alternativas
- Contexto familiar e aprendizado emocional
- Fatores emocionais
- Influências parentais no desenvolvimento da criança
- O papel da escola no desenvolvimento libidinal da criança
- Família e educação
- Interferências dos problemas familiares X aprendizagem
- Análise das entrevistas
- Conclusão
A aprendizagem pode ser entendida como uma mudança relativamente duradoura no comportamento e esta não advém somente da experiência. Os processos de aprendizagem são influenciados pelo cansaço, motivação, as emoções e a maturação. A família e a cultura desempenham um papel fundamental na aprendizagem, pois elas vão delinear os padrões básicos das reações emocionais e do comportamento da criança e do futuro adulto.
A aprendizagem, portanto, já se verifica antes da criança entrar na escola e ela detém conceitos próprios a respeito do mundo. A criança aprende também com a família, com os meios de comunicação, pessoas do seu convívio e com a escola. Porém, a escola é responsável pela educação formal e sistemática de crianças, jovens e adultos, onde o indivíduo entrará em contato com um sistema de concepções científicas acerca do mundo. Na escola a criança irá aprender de modo diverso daquele a que estava acostumada, ou seja, através da experiência. Neste novo contexto ela aprenderá a partir da organização de situações que irão propiciar o aprimoramento dos processos de pensamento e da capacidade de aprendizagem. Uma das funções mentais necessárias ao aprendizado escolar é a atenção. A atenção é a quantidade de esforço exercido para focalizar certas porções de uma experiência, é a capacidade para manter o foco em uma atividade. O déficit de atenção prejudica o aprendizado e o desempenho escolar.
A falta de atenção pode estar relacionada a fatores emocionais advindos de uma situação familiar desestruturada. Desta forma emoções como ansiedade, medo, agitação, tensão, pânico, apatia, ambivalência, vergonha e culpa, funcionam como um agente que desfocaliza a atenção da criança que deveria estar voltada para a aprendizagem.
A questão se complica quando os profissionais da educação se apresentam totalmente alheios e não educados para a realidade atual. Além da falta de domínio dos conteúdos a serem ensinados ou da pedagogia adequada, falta-lhes a capacidade de perceber essas transformações históricas que vem ocorrendo no relacionamento educando x educador, e nas interações que influenciam o aprendizado, como a vida familiar da criança. Falta-lhes conhecimento do desenvolvimento humano e psicológico de seus alunos. E por fim suas práticas pedagógicas são pobres de métodos que propiciem a interação e a construção do conhecimento no respeito mútuo.
DAVIDOFF descreve como se dá o desenvolvimento do ser humano desde a concepção e a importância dos relacionamentos dos primeiros meses de vida e da primeira infância na formação da personalidade e da socialização futura do indivíduo. Para ela a base de um relacionamento sadio entre mãe e filho está na intensidade de afeto que a mãe dispensa à criança na amamentação e nos cuidados na satisfação de suas necessidades fisiológicas. A qualidade das interações sociais da criança estrutura a personalidade do indivíduo de algumas formas importantes. Falando de frustrações, conflitos e outras tensões a autora chama a atenção dos adultos que convivem com a criança e o adolescente para sua responsabilidade em apoiar, orientar, e acompanhá-los para que possam superá-los, evitando assim o desenvolvimento de uma personalidade agressiva e desajustada. (1983, p. 552-560).
DAVIDOFF (1983, p. 570) vai mais além ao dizer que, pais maduros ou seguros envolvem os filhos em tomada de decisão e assuntos da família. Apresentam razões para o que solicitam e proporcionam experiências graduais apropriadas para a afirmação da independência. Ainda assim, retém a responsabilidade final. Os filhos dos pais maduros tendem a ser autoconfiantes, independentes, altos em auto-estima e em bons termos com suas famílias. Os pais autoritários preferem táticas primitivas, duras quando surgem conflitos. Insistem em obediência. No outro extremo, os pais laissez faire são totalmente igualitários. Todos os membros da família estão essencialmente livres para fazerem o que quiserem. Raramente estes pais tomam decisões ou aceitam responsabilidades. Os adolescentes filhos de pais autoritários e do tipo laissez faire tendem especialmente a ter problemas de ajustamento.
A aprendizagem, portanto, já se verifica antes da criança entrar na escola e ela detém conceitos próprios a respeito do mundo. A criança aprende também com a família, com os meios de comunicação, pessoas do seu convívio e com a escola. Porém, a escola é responsável pela educação formal e sistemática de crianças, jovens e adultos, onde o indivíduo entrará em contato com um sistema de concepções científicas acerca do mundo. Na escola a criança irá aprender de modo diverso daquele a que estava acostumada, ou seja, através da experiência. Neste novo contexto ela aprenderá a partir da organização de situações que irão propiciar o aprimoramento dos processos de pensamento e da capacidade de aprendizagem. Uma das funções mentais necessárias ao aprendizado escolar é a atenção. A atenção é a quantidade de esforço exercido para focalizar certas porções de uma experiência, é a capacidade para manter o foco em uma atividade. O déficit de atenção prejudica o aprendizado e o desempenho escolar.
A falta de atenção pode estar relacionada a fatores emocionais advindos de uma situação familiar desestruturada. Desta forma emoções como ansiedade, medo, agitação, tensão, pânico, apatia, ambivalência, vergonha e culpa, funcionam como um agente que desfocaliza a atenção da criança que deveria estar voltada para a aprendizagem.
A questão se complica quando os profissionais da educação se apresentam totalmente alheios e não educados para a realidade atual. Além da falta de domínio dos conteúdos a serem ensinados ou da pedagogia adequada, falta-lhes a capacidade de perceber essas transformações históricas que vem ocorrendo no relacionamento educando x educador, e nas interações que influenciam o aprendizado, como a vida familiar da criança. Falta-lhes conhecimento do desenvolvimento humano e psicológico de seus alunos. E por fim suas práticas pedagógicas são pobres de métodos que propiciem a interação e a construção do conhecimento no respeito mútuo.
DAVIDOFF descreve como se dá o desenvolvimento do ser humano desde a concepção e a importância dos relacionamentos dos primeiros meses de vida e da primeira infância na formação da personalidade e da socialização futura do indivíduo. Para ela a base de um relacionamento sadio entre mãe e filho está na intensidade de afeto que a mãe dispensa à criança na amamentação e nos cuidados na satisfação de suas necessidades fisiológicas. A qualidade das interações sociais da criança estrutura a personalidade do indivíduo de algumas formas importantes. Falando de frustrações, conflitos e outras tensões a autora chama a atenção dos adultos que convivem com a criança e o adolescente para sua responsabilidade em apoiar, orientar, e acompanhá-los para que possam superá-los, evitando assim o desenvolvimento de uma personalidade agressiva e desajustada. (1983, p. 552-560).
DAVIDOFF (1983, p. 570) vai mais além ao dizer que, pais maduros ou seguros envolvem os filhos em tomada de decisão e assuntos da família. Apresentam razões para o que solicitam e proporcionam experiências graduais apropriadas para a afirmação da independência. Ainda assim, retém a responsabilidade final. Os filhos dos pais maduros tendem a ser autoconfiantes, independentes, altos em auto-estima e em bons termos com suas famílias. Os pais autoritários preferem táticas primitivas, duras quando surgem conflitos. Insistem em obediência. No outro extremo, os pais laissez faire são totalmente igualitários. Todos os membros da família estão essencialmente livres para fazerem o que quiserem. Raramente estes pais tomam decisões ou aceitam responsabilidades. Os adolescentes filhos de pais autoritários e do tipo laissez faire tendem especialmente a ter problemas de ajustamento.

