Estado e políticas sociais no contexto da crise contemporânea do capital e o câncer
assuntos sociais
estudo
trabalho publicado dia 30/08/2007
ainda não avaliado
nível : expert
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Quando pensamos no câncer, somos levados, majoritariamente, a pensar apenas na patologia, na doença crônica terminal e degenerativa, e muito raramente fazemos uma relação da doença com a reprodução social e o desenvolvimento do sistema Capitalista. Do ponto de vista da medicina, entende-se o câncer como uma doença crônica degenerativa, que se caracteriza pela perda do controle da divisão celular e pela capacidade de invadir outras estruturas orgânicas. A doença pode estar relacionada a diferentes fatores: sociais, ambientais, e genéticos. Dentre os fatores ambientais e sociais, podemos destacar as mudanças ocorridas no mundo do trabalho, o advento da indústria, a poluição, as mudanças alimentares etc. configurando assim a relação câncer e capitalismo. Observa-se que nos últimos 30 anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer - INCA, com o advento da industrialização, da urbanização e dos avanços tecnológicos, houve modificações nos hábitos de vida populacional, cultural e sanitária do país, estimulados pela globalização dos mercados e da comunicação. Estes fatos resultaram em um grande aumento de doenças e agravos não transmissíveis, como os diabetes, o
câncer, as doenças cardiovasculares, os traumas, entre outros. Dando-se um enfoque especialmente ao câncer, vale ressaltar que em todo o mundo esta doença tem alcançado o patamar de 12% das causas de mortes, considerando que nos paises desenvolvidos os números chegam a 10 milhões de casos novos ao ano, enquanto que nos paises em desenvolvimento, como o Brasil, esses números chegam a 5 milhões e meio ao ano. O que é mais alarmante nesses dados, é que no Brasil, assim como nos paises desenvolvidos, há uma relação em que se combinam doenças com a pobreza, refletindo assim as contradições do processo de desenvolvimento do país.
Nesse contexto, cabe ao Estado criar políticas sociais no enfrentamento da questão social, com o intuito de suprir as necessidades do trabalhador que vende sua força de trabalho.
Partindo dessa relação intrínseca (Capital, Estado e o Câncer), nos propomos estudar a concepção de Estado na sociedade contemporânea, desde a sua gênese à concepção de Estado Mini-Max; o papel dos organismos financeiros internacionais FMI e Banco Mundial - na definição das políticas sociais brasileiras e as reformas e contra- reformas: o desmonte das políticas sociais brasileiras, especificamente a política de saúde.

