Equipes e organizações
nível : avançado
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- Referencial histórico
- Estudo do trabalho
- Formas de organização do trabalho
- A organização como sistema aberto
- Autogestão e democracia industrial
- Equipes auto-gerenciáveis
- Análise dos obstáculos
- Autogestão
A finalidade deste trabalho é elencar elementos necessários e essenciais que devem estar presentes no complexo pano de fundo composto por um ou mais modelos de gestão referenciais, e as formas de organização do trabalho que estes modelos estejam sustentando, para a implantação e funcionamento harmônico e integrado das equipes auto-gerenciáveis (EAG).
Ele faz ainda uma modesta incursão no estudo do trabalho, procurando resgatar aspectos históricos marcantes da dissociação da concepção e execução do trabalho do homem. Foram recortados apenas os aspectos relevantes, que darão embasamento à escolha dos elementos acima citados.
O pensamento dos socialistas utópicos do século XVIII é resgatado, como precursores do movimento da Democracia Industrial, com fortes raízes socialistas. Este movimento tem como base o princípio da autogestão, baseada na participação ativa dos trabalhadores, vistos serem estes os donos dos meios de produção.
A revolução industrial, é um ponto marcante na história das relações do trabalho, pois a partir dela, ganha destaque o trabalho de Frederick Winslow Taylor, "A Administração Científica". A implantação das idéias de Taylor, trouxe aos limites a separação do pensar e o executar, limitando o ato de conceber e planejar a um pequeno grupo de pessoas de confiança dos donos do capital. O trabalhador passa então a elaborar o conceito de emprego, que ainda temos nos dias de hoje, onde submete-se a uma atividade obrigatória, heterodeterminada, vendendo seu tempo em troca de um salário, sendo que pouco lhe importa o objeto de seu trabalho.
Muitos movimentos sucederam o Taylorismo, mas nenhum descartou suas premissas básicas, ou mesmo abalou suas bases de sustentação de maneira importante. Destacaremos a escola Socio-Técnica, que busca conciliar aspectos sociais e técnicos, mas é criticada por ter uma visão excessivamente introspectada, relegando a segundo plano os aspectos externos, de mercado e competitividade, até porque, nos anos 50 não existiam tais preocupações, pois no pós-guerra os países vencedores desfrutavam de uma situação de conforto. Por outro lado, a Socio-Técnica faz o resgate da autogestão na forma dos grupos semi-autônomos de trabalho. Este conceito foi sendo aprimorado ao longo dos anos até chegarmos às equipes auto-gerenciáveis, presentes hoje em dia em vários níveis da organização, e não somente no chão de fábrica.
Mostraremos ao longo do texto, que a autogestão, em suas várias formas, está intimamente relacionada com a estrutura de poder presente na organização e na forma como este poder é distribuído. Como nossas organizações contemporâneas são baseadas em uma grande centralização do poder, deixando pouco espaço para a criação e inovação, a implantação de EAG sofre enormes restrições, pois competem principalmente com os níveis intermediários de gerência.
Muitas organizações tem implantado EAG sem atentar para aspectos culturais da organização e do esquema de poder reinante. Estas equipes chegam mesmo a ser estabelecidas, mas vê-se uma morte abrupta pelo fenômeno da rejeição. A organização identifica a EAG como um corpo estranho, um vírus ou bactéria que penetrou no sistema e ameaça a sua estabilidade, e desta forma trata de isolá-lo, matá-lo e expulsá-lo da organização. Este paralelo com o sistema imunológico dos seres vivos é pertinente, pois de certa forma o conceito da autogestão presente nas EAG, é contraditório ao sistema de gestão centralizado e hierarquizado das organizações e representando o polo oposto ao Taylorismo.
Finalmente serão elencados os elementos que devem estar presentes na cultura da organização, e que devem lá ser instalados previamente, para prevenir a rejeição da EAG, pois esta precisará de apoio da organização para seu nascimento e fortalecimento como uma instituição agregadora de valor, cuja finalidade não é a de liquidar com o poder centralizado, mas proporcionar máxima eficiência, através de decisões rápidas tomadas no momento adequado, no local onde os problemas acontecem. Estando estabelecidos seus limites de poder e autonomia, diminui-se os conflitos internos.
Um dos maiores benefícios da utilização das EAG está no resgate do prazer das pessoas em realizar um trabalho que represente algo tanto para a organização como para suas próprias vidas. A concepção do trabalho, seus métodos, procedimentos, voltam ao poder daquele que melhor entende do trabalho; aquele que o realiza. Deming em seu décimo segundo princípio, de um total de quatorze, diz que é preciso remover as barreiras que privam o trabalhador de se orgulhar-se do seu trabalho bem feito.
Ele faz ainda uma modesta incursão no estudo do trabalho, procurando resgatar aspectos históricos marcantes da dissociação da concepção e execução do trabalho do homem. Foram recortados apenas os aspectos relevantes, que darão embasamento à escolha dos elementos acima citados.
O pensamento dos socialistas utópicos do século XVIII é resgatado, como precursores do movimento da Democracia Industrial, com fortes raízes socialistas. Este movimento tem como base o princípio da autogestão, baseada na participação ativa dos trabalhadores, vistos serem estes os donos dos meios de produção.
A revolução industrial, é um ponto marcante na história das relações do trabalho, pois a partir dela, ganha destaque o trabalho de Frederick Winslow Taylor, "A Administração Científica". A implantação das idéias de Taylor, trouxe aos limites a separação do pensar e o executar, limitando o ato de conceber e planejar a um pequeno grupo de pessoas de confiança dos donos do capital. O trabalhador passa então a elaborar o conceito de emprego, que ainda temos nos dias de hoje, onde submete-se a uma atividade obrigatória, heterodeterminada, vendendo seu tempo em troca de um salário, sendo que pouco lhe importa o objeto de seu trabalho.
Muitos movimentos sucederam o Taylorismo, mas nenhum descartou suas premissas básicas, ou mesmo abalou suas bases de sustentação de maneira importante. Destacaremos a escola Socio-Técnica, que busca conciliar aspectos sociais e técnicos, mas é criticada por ter uma visão excessivamente introspectada, relegando a segundo plano os aspectos externos, de mercado e competitividade, até porque, nos anos 50 não existiam tais preocupações, pois no pós-guerra os países vencedores desfrutavam de uma situação de conforto. Por outro lado, a Socio-Técnica faz o resgate da autogestão na forma dos grupos semi-autônomos de trabalho. Este conceito foi sendo aprimorado ao longo dos anos até chegarmos às equipes auto-gerenciáveis, presentes hoje em dia em vários níveis da organização, e não somente no chão de fábrica.
Mostraremos ao longo do texto, que a autogestão, em suas várias formas, está intimamente relacionada com a estrutura de poder presente na organização e na forma como este poder é distribuído. Como nossas organizações contemporâneas são baseadas em uma grande centralização do poder, deixando pouco espaço para a criação e inovação, a implantação de EAG sofre enormes restrições, pois competem principalmente com os níveis intermediários de gerência.
Muitas organizações tem implantado EAG sem atentar para aspectos culturais da organização e do esquema de poder reinante. Estas equipes chegam mesmo a ser estabelecidas, mas vê-se uma morte abrupta pelo fenômeno da rejeição. A organização identifica a EAG como um corpo estranho, um vírus ou bactéria que penetrou no sistema e ameaça a sua estabilidade, e desta forma trata de isolá-lo, matá-lo e expulsá-lo da organização. Este paralelo com o sistema imunológico dos seres vivos é pertinente, pois de certa forma o conceito da autogestão presente nas EAG, é contraditório ao sistema de gestão centralizado e hierarquizado das organizações e representando o polo oposto ao Taylorismo.
Finalmente serão elencados os elementos que devem estar presentes na cultura da organização, e que devem lá ser instalados previamente, para prevenir a rejeição da EAG, pois esta precisará de apoio da organização para seu nascimento e fortalecimento como uma instituição agregadora de valor, cuja finalidade não é a de liquidar com o poder centralizado, mas proporcionar máxima eficiência, através de decisões rápidas tomadas no momento adequado, no local onde os problemas acontecem. Estando estabelecidos seus limites de poder e autonomia, diminui-se os conflitos internos.
Um dos maiores benefícios da utilização das EAG está no resgate do prazer das pessoas em realizar um trabalho que represente algo tanto para a organização como para suas próprias vidas. A concepção do trabalho, seus métodos, procedimentos, voltam ao poder daquele que melhor entende do trabalho; aquele que o realiza. Deming em seu décimo segundo princípio, de um total de quatorze, diz que é preciso remover as barreiras que privam o trabalhador de se orgulhar-se do seu trabalho bem feito.

