Epistemologia transdisciplinaridade denunciando as limitações do conhecimento
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cultura geral/filosofia cultura geral/filosofia
 
estudo
trabalho publicado dia 09/11/2008
 
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section Resumo
 
 
O presente artigo pretende discutir as questões da Epistemologia e da Transdisciplinaridade no contexto da educação aberta a filosofia. Entretanto, não se pretende, nesse espaço, realizar uma apresentação exaustiva ou conclusiva acerca do tema. O desafio que se propõe é apresentar subsídios para a discussão e introdução do pensamento complexo como uma nova proposta de ensino e conhecimento. Neste contexto, existe um esforço para reformar o modelo educação que hoje predomina em nossa cultura. Muitos são os seus proponentes e diversificadas as suas propostas. Porém, a obra de Edgar Morin está entre os pontos altos desse empreendimento. Em especial, destaca-se a sua mais importante concepção epistemológica, o pensamento complexo. Nele não predomina o raciocínio fragmentador nem tampouco prevalece o utopismo da primazia do todo. Para Morin há uma inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre os saberes separados, fragmentados, compartimentados entre disciplinas, e, por outro lado, realidades ou problemas cada vez mais polidisciplinares, multidimensionais, transnacionais, globais, planetários. Segundo Morin a maior contribuição de conhecimento do século XX foi o conhecimento dos limites do conhecimento. Por fim, o pensamento complexo pressupõe uma abertura para a aleatoriedade, a surpresa, as transformações a instabilidade, a diversidade e a incerteza. Portanto, uma das grandes pretensões deste debate é contribuir para a promoção, a partir da observação, análise, estudo, percepção e reflexão, de um novo modelo de sociedade constituída em um sistema aberto e sustentado por redes de complexidades, superando, desse modo o pensamento linear e simplificador.
Existe um esforço para reformar o modelo de pensamento que hoje predomina em nossa cultura, o pensamento linear de lógica Aristotélica, por sua vez vincula várias vertentes. Muitos são os seus proponentes e diversificadas as suas propostas.
Porém, compactuo com Mariotti , quando leciona que a obra de Edgar Morin está entre os pontos altos desse empreendimento. Em especial, destaca-se a sua mais importante concepção epistemológica, o pensamento complexo. Nele não predomina o raciocínio fragmentador nem tampouco prevalece o utopismo da primazia do todo — o sistemismo reducionista.
Em razão disso “uma visão de mundo abrangente deve nascer da complementaridade, do entrelaçamento — do abraço. Assim Morin denomina o pensamento complexo: o pensamento do abraço”.
Por sua vez, o pensamento complexo integra os múltiplos dados e ângulos de abordagem de um mesmo problema.
O ponto de partida que podemos dar para a introdução deste pensamento é a frase de Pascal: “Considero impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, bem como conhecer o todo sem conhecer as partes em particular”.
Ressaltaremos que a complexidade estuda a compreensão do mundo e do ser humano por meio de diferentes ângulos de um pensamento mais abrangente, transdisciplinar e complexo, da qual enfoca a ética e a solidariedade como valores imprescindíveis neste novo século.
 
 
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