Diabetes insípido
medicina
estudo dirigido
trabalho publicado dia 16/08/2007
ainda não avaliado
nível : avançado
consultado 125 vezes
Introdução
O diabetes insípido (DI) é uma síndrome poliúrica decorrente da ausência total ou deficiência parcial na síntese do hormônio antidiurético (ADH) - também conhecido como arginina vasopressina (AVP) - ou da sua diminuição da sensibilidade renal à AVE No primeiro caso, temos o chamado DI neurogênico, também dito central, hipotalâmico, craniano ou responsivo à vasopressina.
No segundo, temos o DI nefrogênico ou não-responsivo à AVE De acordo com a magnitude do distúrbio na produção ou ação do ADH, o DI pode também ser classificado como parcial ou completo
Quantitativamente, o DI se caracteriza por um volume urinário > 50 ml/kg/dia, osmolalidade urinária < 300 mOsm/kg e densidade urinária < 1,0 10.
A AVP é sintetizada pelos neurônios magnocelulares e parvocelulares, localizados nos núcleos paraventriculares e supra-ópticos hipotalâmicos, sendo armazenado na hipófise posterior.
Os principais tipos de DI estão especificados no Quadro 4-1. O DI neurogênico ou central é a forma mais comum, respondendo por 80-85% dos casos.
Diabetes Insípido Central
Etiologia
Pode decorrer de causas adquiridas e hereditárias, com nítido predomínio das primeiras (responsáveis por cerca de 99% dos casos).
Causas hereditárias - (a) por herança autossômica dominante: DI central familiar, decorrente da degeneração dos neurônios que sintetizam o ADH nos núcleos supra-óptico e paraventricular (é rara e se inicia na infância); (b) por herança autossômica recessiva: o melhor exemplo é o da síndrome de Wolfram, em que, além de diabetes insípido (presente em um terço dos casos), temos o diabetes mellitus, atrofia óptica e surdez (daí a sigla inglesa DIDMOAD para esta síndrome). Ataxia cerebelar, sintomas psiquiátricos diversos e alterações da anatomia renal são outros elementos que poderão estar presentes.

