Conflitos territoriais na China contemporânea
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Atualmente, podemos observar o empenho da mídia em divulgar notícias sobre a China, o crescente interesse de estudiosos sobre esse país e, sobretudo, o aumento de intercâmbios econômicos, políticos e culturais de diversos países para com a China. Notamos, assim, que os pouco mais de dez anos que separam o argumento de Lee Kuan Yew dos dias atuais foram suficientes para mudar completamente a concepção do mundo sobre a emergência chinesa no cenário internacional. Se em 1993 ainda não se tinha consciência sobre emergência chinesa como grande potência, hoje em dia isso já é consenso, já que o crescimento chinês vem se demonstrando relevante o bastante para assustar aqueles mantêm hegemonia econômica e política. Mais que isso, a emergência da China já começou a modificar as relações de poder entre os principais atores internacionais.
Diz a lenda que a China foi fundada por Huang Di, o Imperador Amarelo, há mais de cinco mil anos. Desde então, a porção oriental da Ásia tem vivido a ascensão e o declínio de diversas civilizações. Mas o fato é que a questão territorial chinesa tem envolvido, ao longo dos últimos séculos, um conflito permanente com diversos países, senão bélico ao menos político, econômico e/ou ideológico. Hoje, há disputas internacionais por territórios entre a China e Taiwan, Índia, Tadjiquistão, Vietnã, Butão, Coréia do Norte, Malásia, Filipinas, Brunei, Indonésia e Japão. Isso se deve, em parte, à extensão de seu território (9 572 909 km², com 22 117 km fronteiriços com 14 países), mas não somente. As características histórico-geográficas da região fazem da China, hoje, uma região estratégica. Remontando à geopolítica clássica, vê-se aqui a concretização nítida dos pressupostos de Ratzel, Mahan, Mackinder, Haushofer e Spykman.
Após essa análise inicial da questão territorial chinesa, podemos inferir a sua extrema importância para a atual posição da China no cenário internacional. Primeiramente por que, dada a sua posição geográfica estratégica (com grande extensão litorânea, ligação com os oceanos Índico e Pacífico e grande massa territorial), seus recursos humanos e naturais e suas características sociais, políticas e econômicas, o país vem a cada dia conquistando novos espaços no contexto da globalização. É de suma importância o condicionamento geográfico para a exportação de bens pelas vias terrestre, marítima e aérea. Dessa forma, suas relações com os países vizinhos têm conferido à China um importante passo rumo ao crescimento de seu poderio econômico mundial.
As relações com o leste e o sudeste asiático, aqui representados pelo Japão e pelo Taiwan, respectivamente, conferem à China uma maior inserção no mercado internacional. Inicialmente, devido ao fato de o Japão ser uma potência asiática e mundial. Assim, as relações bilaterais China-Japão podem ser a chave para que os chineses se projetem no mercado internacional com toda a força. E a economia chinesa já começa a dar sinais de auto-suficiência, da secundariedade da participação japonesa no processo de mundialização de sua economia. Não obstante, a economia chinesa já dá sinais de desgaste. Seria a produção econômica atual da China sustentável? Não cabe a nós refletir, aqui, acerca desse assunto, mas antes verificar o que de fato vem acontecendo com a "potência do dragão". Ademais, a demarcação de fronteiras marítimas com o Japão tem extrema importância no que diz respeito à pesca e ao comércio por via marítima, de extrema importância para ambos os países, e aí se insere novamente a questão geográfica nas relações entre esses países.
Diz a lenda que a China foi fundada por Huang Di, o Imperador Amarelo, há mais de cinco mil anos. Desde então, a porção oriental da Ásia tem vivido a ascensão e o declínio de diversas civilizações. Mas o fato é que a questão territorial chinesa tem envolvido, ao longo dos últimos séculos, um conflito permanente com diversos países, senão bélico ao menos político, econômico e/ou ideológico. Hoje, há disputas internacionais por territórios entre a China e Taiwan, Índia, Tadjiquistão, Vietnã, Butão, Coréia do Norte, Malásia, Filipinas, Brunei, Indonésia e Japão. Isso se deve, em parte, à extensão de seu território (9 572 909 km², com 22 117 km fronteiriços com 14 países), mas não somente. As características histórico-geográficas da região fazem da China, hoje, uma região estratégica. Remontando à geopolítica clássica, vê-se aqui a concretização nítida dos pressupostos de Ratzel, Mahan, Mackinder, Haushofer e Spykman.
Após essa análise inicial da questão territorial chinesa, podemos inferir a sua extrema importância para a atual posição da China no cenário internacional. Primeiramente por que, dada a sua posição geográfica estratégica (com grande extensão litorânea, ligação com os oceanos Índico e Pacífico e grande massa territorial), seus recursos humanos e naturais e suas características sociais, políticas e econômicas, o país vem a cada dia conquistando novos espaços no contexto da globalização. É de suma importância o condicionamento geográfico para a exportação de bens pelas vias terrestre, marítima e aérea. Dessa forma, suas relações com os países vizinhos têm conferido à China um importante passo rumo ao crescimento de seu poderio econômico mundial.
As relações com o leste e o sudeste asiático, aqui representados pelo Japão e pelo Taiwan, respectivamente, conferem à China uma maior inserção no mercado internacional. Inicialmente, devido ao fato de o Japão ser uma potência asiática e mundial. Assim, as relações bilaterais China-Japão podem ser a chave para que os chineses se projetem no mercado internacional com toda a força. E a economia chinesa já começa a dar sinais de auto-suficiência, da secundariedade da participação japonesa no processo de mundialização de sua economia. Não obstante, a economia chinesa já dá sinais de desgaste. Seria a produção econômica atual da China sustentável? Não cabe a nós refletir, aqui, acerca desse assunto, mas antes verificar o que de fato vem acontecendo com a "potência do dragão". Ademais, a demarcação de fronteiras marítimas com o Japão tem extrema importância no que diz respeito à pesca e ao comércio por via marítima, de extrema importância para ambos os países, e aí se insere novamente a questão geográfica nas relações entre esses países.

