Causas da repetência no ensino fundamental da rede pública de Varginha
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- Introdução
- Revisão de literatura
- O que é aprendizagem
- Habilidades e competências na 1.ª série do ensino fundamental
- Definindo Competências e Habilidades
- O Desafio de Alfabetizar
- Geografia
- Ciências Naturais
- Educação Física
- Educação Sexual
- História
- Matemática
- Arte
- Ética
- A Construção do Conhecimento Segundo Piaget
- Introdução
- Estágios da Construção do Conhecimento / Inteligência
- Estruturas de Aprendizagem
- Diagnóstico das Dificuldades
- Conceito
- Características
- Objetivos
- Levantamento de hipóteses
- Dificuldades de aprendizagem
- Conceituação das Dificuldades
- Problemas Familiares
- Aquisição da Leitura e escrita
- Disortografia
- Análise Qualitativa das Trocas Ortográficas
- Disgrafia
- Fatores que causam as disgrafias
- Os diferentes tipos de Disgrafia
- Atraso na linguagem
- Dislalia
- Disartria
- Linguagem Tatibitate
- Rinolalia
- Dislexia
- Diagnóstico
- Imaturidade
- Falta de Perseverança na Execução das Tarefas
- Outros Problemas de Saúde
- Distúrbios Psicossociais
- TDAH - Hiperatividade
- Características
- Evolução do distúrbio hiperativo
- Implicações educacionais
- Domínio dos Conhecimentos Básicos da Matemática
- Deficiência Motora Fina
- Relacionamento interpessoal
- Deficiências Visual e Auditiva
- Algumas Manifestações Comportamentais
- Proposição
- Materiais e métodos
- Resultados
- Conclusão
- Referências bibliográficas
O "ambicioso" objetivo desta dissertação é mudar o olhar para a escola. O mundo e a criança, consciente de que a escola.
Sendo membro do mundo e uma parcela da criança o objetivo é tornar-se melhor, é continuar o trabalho ardoroso de completar-me, de burilar a professora que existe nas minhas entranhas, no meu espírito e na minha missão que Universo busca em mim.
As pessoas que se interessam pela educação sentem necessidade de saber como as crianças pensam, se desenvolvem, adquirem conhecimento do mundo. Para atender a essas necessidades procuramos estudar, pesquisar, aprender...
Levando em consideração a vida diária de um professor, observamos o surgimento de fatos que não lhe são comuns, confusos e até preocupantes. Isto acontece quando nos deparamos com crianças que têm dificuldades em aprender. Apesar de ter estudado algo sobre a aprendizagem o professor às vezes se sente impossibilitado quando se defronta com tais obstáculos, quando surge uma criança que não pára no lugar, não consegue aprender, por mais tentativas que se faça, a lacuna na compreensão do ser humano se apresenta em toda sua grandeza.
Este trabalho foi uma pesquisa quantitativa e qualitativa junto a Rede Pública Municipal de Educação em Varginha, em razão dos altos índices de repetência na 1.a Série do Ensino Fundamental, no ano de 2002.
A Rede Pública Municipal de Varginha trabalha com o sistema de seriação, portanto a criança que não consegue aprender um mínimo de conteúdos e adquirir as competências básicas da 1.a série não será aprovada. Isto gera ansiedade e frustração, levando as crianças a apresentarem baixo rendimento escolar e serem taxadas de "burras" ou "lerdas", podendo levá-los a perder a motivação para aprendizagem, até mesmo abandonar a escola.
Frente às dificuldades escolares elas apresentam um declínio no prazer da aprendizagem logo que se deparam com os primeiros obstáculos.
Na primeira parte abordaremos o que é aprendizagem? Quais as possibilidades do conhecimento e da construção da inteligência segundo Jean Piaget e Sara Paín.
Buscamos definir as competências e habilidades da 1.a série do ensino fundamental, considerando que a Rede Pública Municipal de Varginha trabalha com séries e não com ciclos.
Num segundo momento foram elaboradas três questões básicas em um questionário objetivo, que aplicado aos professores da 1.a série de todas as escolas e respondido um a um em tempo e espaço diferenciado.
Ficou evidente num gráfico comparativo que os professores da zona rural e urbana atribuem aos problemas familiares a principal dificuldade para aprender, seguidos das dificuldades da leitura e escrita na zona urbana e imaturidade na zona rural.
As habilidades e competências que deve adquirir a criança em fase de alfabetização foram de acordo com a pesquisa. Na zona urbana: domínio e interpretação de textos simples; domínio dos conceitos básicos da matemática, domínio das funções motoras, socialização, autonomia, domínio do jogo de regras. No entanto, na Zona Rural a socialização primordial, juntamente com o domínio e interpretação de textos simples, domínio dos conceitos básicos da matemática, funções motora, autonomia, domínio do jogo de regras. Portanto, observamos que necessidades diferenciadas estão articuladas a cada contexto social, segundo a pesquisa, a socialização da criança da zona rural é fundamental para seu desenvolvimento e percebe-se maior envolvimento entre os seus moradores.
Quanto aos pré-requisitos para cursar a 1.a série, ambos justificaram ser as habilidades motoras bastante significativas, porém na zona urbana segue-se habilidades de espaço/tempo, habilidades psicossociais, percepções sensoriais e o desenvolvimento do nível silábico-alfabético. Na zona rural segue-se as habilidades psicossociais, percepções sensoriais, habilidades de espaço/tempo e nível silábico-alfabético.
Compreende-se que não é tão importante o conhecimento das letras e sílabas e sim a aquisição de outras habilidades que propiciem o processo de alfabetização.
Na parte III da dissertação sugerimos algumas recomendações para se trabalhar com as dificuldades de aprendizagem, a autora sugere procedimentos para promover o pensamento divergente e criativo, despertando a motivação, desejos de novas experiências, de aprovação social.
Aulas ministradas como brincadeiras, com histórias, cantos e dramatizações são estímulos para despertar a razão de aprender.
Quando as dificuldades escolares surgem, deve-se procurar atendimento especializado. Quanto mais tempo for demorar a intervenção, mas graves serão as conseqüências. Ao realizar uma atividade e não obter êxito, a auto-estima da criança diminui: ela não faz os deveres escolares, falta às aulas e em casos mais graves, abandona o ambiente escolar ou transfere isso a dificuldades de relacionamento com colegas, professores e família. Existem sinais claros que estão relacionados à queda do interesse pela escola: perda do orgulho pelo trabalho escolar, queixas que não apresentam relação com a aprendizagem, como "o lanche é ruim", "o professor é chato", recusa em falar sobre a escola, que é caracterizada por respostas curtas, tarefas escolares são "cansativas" em vez de dizerem que apresentam dificuldades.
Os conceitos aqui desenvolvidos são resultado de pesquisa e a troca de idéias com colegas, crianças e outros profissionais.
Só conhecendo o ser humano em sua natureza própria, nas relações entre seus membros constitutivos e o mundo é que poderemos nos aproximar da criança. O entendimento dessas modificações exigirá por certo interesse e dedicação de nossa parte e só deverá empenhar se aqueles que querem dar o passo de professor para educador.
Sendo membro do mundo e uma parcela da criança o objetivo é tornar-se melhor, é continuar o trabalho ardoroso de completar-me, de burilar a professora que existe nas minhas entranhas, no meu espírito e na minha missão que Universo busca em mim.
As pessoas que se interessam pela educação sentem necessidade de saber como as crianças pensam, se desenvolvem, adquirem conhecimento do mundo. Para atender a essas necessidades procuramos estudar, pesquisar, aprender...
Levando em consideração a vida diária de um professor, observamos o surgimento de fatos que não lhe são comuns, confusos e até preocupantes. Isto acontece quando nos deparamos com crianças que têm dificuldades em aprender. Apesar de ter estudado algo sobre a aprendizagem o professor às vezes se sente impossibilitado quando se defronta com tais obstáculos, quando surge uma criança que não pára no lugar, não consegue aprender, por mais tentativas que se faça, a lacuna na compreensão do ser humano se apresenta em toda sua grandeza.
Este trabalho foi uma pesquisa quantitativa e qualitativa junto a Rede Pública Municipal de Educação em Varginha, em razão dos altos índices de repetência na 1.a Série do Ensino Fundamental, no ano de 2002.
A Rede Pública Municipal de Varginha trabalha com o sistema de seriação, portanto a criança que não consegue aprender um mínimo de conteúdos e adquirir as competências básicas da 1.a série não será aprovada. Isto gera ansiedade e frustração, levando as crianças a apresentarem baixo rendimento escolar e serem taxadas de "burras" ou "lerdas", podendo levá-los a perder a motivação para aprendizagem, até mesmo abandonar a escola.
Frente às dificuldades escolares elas apresentam um declínio no prazer da aprendizagem logo que se deparam com os primeiros obstáculos.
Na primeira parte abordaremos o que é aprendizagem? Quais as possibilidades do conhecimento e da construção da inteligência segundo Jean Piaget e Sara Paín.
Buscamos definir as competências e habilidades da 1.a série do ensino fundamental, considerando que a Rede Pública Municipal de Varginha trabalha com séries e não com ciclos.
Num segundo momento foram elaboradas três questões básicas em um questionário objetivo, que aplicado aos professores da 1.a série de todas as escolas e respondido um a um em tempo e espaço diferenciado.
Ficou evidente num gráfico comparativo que os professores da zona rural e urbana atribuem aos problemas familiares a principal dificuldade para aprender, seguidos das dificuldades da leitura e escrita na zona urbana e imaturidade na zona rural.
As habilidades e competências que deve adquirir a criança em fase de alfabetização foram de acordo com a pesquisa. Na zona urbana: domínio e interpretação de textos simples; domínio dos conceitos básicos da matemática, domínio das funções motoras, socialização, autonomia, domínio do jogo de regras. No entanto, na Zona Rural a socialização primordial, juntamente com o domínio e interpretação de textos simples, domínio dos conceitos básicos da matemática, funções motora, autonomia, domínio do jogo de regras. Portanto, observamos que necessidades diferenciadas estão articuladas a cada contexto social, segundo a pesquisa, a socialização da criança da zona rural é fundamental para seu desenvolvimento e percebe-se maior envolvimento entre os seus moradores.
Quanto aos pré-requisitos para cursar a 1.a série, ambos justificaram ser as habilidades motoras bastante significativas, porém na zona urbana segue-se habilidades de espaço/tempo, habilidades psicossociais, percepções sensoriais e o desenvolvimento do nível silábico-alfabético. Na zona rural segue-se as habilidades psicossociais, percepções sensoriais, habilidades de espaço/tempo e nível silábico-alfabético.
Compreende-se que não é tão importante o conhecimento das letras e sílabas e sim a aquisição de outras habilidades que propiciem o processo de alfabetização.
Na parte III da dissertação sugerimos algumas recomendações para se trabalhar com as dificuldades de aprendizagem, a autora sugere procedimentos para promover o pensamento divergente e criativo, despertando a motivação, desejos de novas experiências, de aprovação social.
Aulas ministradas como brincadeiras, com histórias, cantos e dramatizações são estímulos para despertar a razão de aprender.
Quando as dificuldades escolares surgem, deve-se procurar atendimento especializado. Quanto mais tempo for demorar a intervenção, mas graves serão as conseqüências. Ao realizar uma atividade e não obter êxito, a auto-estima da criança diminui: ela não faz os deveres escolares, falta às aulas e em casos mais graves, abandona o ambiente escolar ou transfere isso a dificuldades de relacionamento com colegas, professores e família. Existem sinais claros que estão relacionados à queda do interesse pela escola: perda do orgulho pelo trabalho escolar, queixas que não apresentam relação com a aprendizagem, como "o lanche é ruim", "o professor é chato", recusa em falar sobre a escola, que é caracterizada por respostas curtas, tarefas escolares são "cansativas" em vez de dizerem que apresentam dificuldades.
Os conceitos aqui desenvolvidos são resultado de pesquisa e a troca de idéias com colegas, crianças e outros profissionais.
Só conhecendo o ser humano em sua natureza própria, nas relações entre seus membros constitutivos e o mundo é que poderemos nos aproximar da criança. O entendimento dessas modificações exigirá por certo interesse e dedicação de nossa parte e só deverá empenhar se aqueles que querem dar o passo de professor para educador.

