Câncer de mama
medicina
estudo dirigido
trabalho publicado dia 16/08/2007
ainda não avaliado
nível : avançado
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Introdução
O câncer de mama ocupa, hoje, lugar de destaque na literatura por apresentar incidência crescente e elevada taxa de mortalidade entre as mulheres ocidentais.
Nos Estados Unidos da América, em 1989, foram diagnosticados 142.000 novos casos de câncer, considerados a principal causa de morte entre as mulheres.
Em nosso país, estima-se a incidência anual de 40.000 casos novos, acarretando aproximadamente 4.000 mortes por ano. Nas regiões Sul e Sudeste, a incidência da neoplasia maligna de mama ocupa o segundo lugar, considerada a principal causa de morte por câncer entre as mulheres, e superada apenas pelo câncer de pele.
A herança genética é poligênica, tendo sido descritos apenas dois genes mutados, o BRCA1 e o BRCA2, nos cromossomos 17 e 13 respectivamente. Infelizmente, o BRCA1 (mais estudado) é responsável por apenas 5% dos casos de carcinoma, principalmente aqueles de mulheres na pré-menopausa com um ou mais parentes de primeiro grau acometidos pela doença. Assim, não se justifica no momento fazer o rastreamento genético em todas as mulheres, ficando restrito apenas àquelas de alto risco familiar.
Seu quadro clínico é bastante variável. Acomete, principalmente, mulheres com idade acima de 35 anos, apresentando formas de evolução lenta ou rapidamente progressivas, a depender da relação entre tumor e hospedeiro.
Estudos experimentais comprovam que o carcinoma de mama leva em média cerca de oito anos até atingir 1 cm de diâmetro, caracterizando-o como uma neoplasia de crescimento lento e longo período pré-clínico, não só do tumor primário, mas também das micrometástases
O tumor invade o estroma e metastiza precocemente, muitas vezes, antes do diagnóstico, explicando o aparecimento tardio de metástases após o tratamento locorregional.
A angiogênese peritumoral desordenada estabelece comunicações entre a microcirculação venosa e linfática, propiciando disseminação por via linfática e hematogênica para linfonodos regionais, ossos, pleura e pulmões, fígado, etc.
Os linfonodos regionais não são mais considerados filtros regionais de disseminação. Seu comprometimento deve ser interpretado como doença sistêmica. Entretanto, a ausência de metástases nesses, não implica necessariamente cura, já que 25% dessas pacientes, apresentam recorrência e óbito, dez anos após o tratamento.

