Biossegurança no SUS (Sistema Único de Saúde): saúde do trabalhador
 
 
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Trabalhos em português
 
trabalho publicado dia 13/08/2008
 
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nível : expert
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section Resumo
 
 
A preocupação com a saúde do trabalhador e a saúde ambiental tem demonstrado um grande crescimento nestes últimos anos. Tais crescimentos vêm viabilizar a construção de novos projetos, experiências e alternativas para complementar os inúmeros problemas enfrentados nessas áreas. As Universidades, instituições de pesquisa, serviços de saúde, sindicatos e organizações não-governamentais, estão dando suporte a iniciativas inovadoras para ações nestes campos.
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), as ações em saúde do trabalhador têm se desenvolvido de forma isolada e fragmentada, tendo em vista a dicotomia na atuação dos órgãos responsáveis, em particular o Ministério da Saúde (MS), o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). E ainda tendo em vista outros órgãos aos quais compete melhor atuação, maior visibilidade, observa-se um padecimento e uma visão estreita da saúde do trabalhador. Estas ações são desenvolvidas também de forma desigual nos estados e municípios, como conseqüência isto tem se refletido nos indicadores de gravidade e mortalidade elevados (LACAZ, 2003).
A saúde e a segurança do trabalhador, dos pesquisadores nas instituições em especial públicas, expostos a riscos, acidentes, doenças provenientes do trabalho, demonstrou o puro interesse em conhecer o novo plano de atenção integral à saúde do trabalhador, a Política Nacional de Saúde do Trabalhador (PNST), é a nova proposta do Ministério da Saúde em conjunto com a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e a Área Técnica de Saúde do (a) Trabalhador (a) - Coordenação de Saúde do Trabalhador (COSAT), que tem como propósito promover a saúde e reduzir a morbimortalidade dos trabalhadores, com ações integradas e contínuas com a participação de todos os sujeitos sociais envolvidos.
Porém até então, não havia uma política e uma coordenação efetiva envolvida com a área de saúde do trabalhador, tornando-se imprescindível a sua implementação. O PNST vem para garantir que o trabalho seja realizado sob condições que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, a realização pessoal e social dos trabalhadores, sem prejuízo para sua saúde, integridade física e mental. Assim transformando o trabalho como fonte de agravos e de morte, passamos a tê-lo como um fator de proteção e de promoção à saúde.
Fazendo-se uma analogia da saúde do trabalhador com a biossegurança que basicamente é definida como a segurança da própria vida, para a qual apresenta uma necessidade mais complexa de proteção e preservação de espécies do planeta, a mesma contempla medidas de prevenção ao ser humano, ao meio ambiente e a sociedade, procurando preservar a segurança nos ambientes de trabalho e a qualidade do trabalhador. A biossegurança envolve as tecnologias, agentes biológicos, biodiversidade, prevendo riscos e amenizando conseqüências agravantes e protegendo a saúde humana, animal e o meio ambiente (COSTA & COSTA, 2003).
Por esta razão, deve ser garantido o trabalho, a natureza, a distribuição da renda, as questões relacionadas às condições e ambientes de trabalho, tendo em vista a promoção, proteção e recuperação da saúde e a reabilitação profissional.
Assim, em face a este cenário, questiona-se: com tantos desafios de grande magnitude a fim de contemplar as diretrizes do Sistema Único de Saúde, como serão organizados as ações e os serviços na área de saúde do trabalhador e como apoiar a biossegurança neste contexto?

 
 
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