Aspectos psicodinâmicos e familiares das dificuldades de aprendizagem
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- O problema
- Análise do problema
- Análise crítica do conceito de dificuldades de aprendizagem
- As dificuldades de aprendizagem e o processo de desenvolvimento do indivíduo
- Aspectos psicodinâmicos e familiares dos distúrbios de aprendizagem
- Considerações sobre a importância da família nos distúrbios de aprendizagem
- Da criança ao adolescente: gênese e desenvolvimento dos distúrbios de aprendizagem
- Relato da história de uma criança com dificuldades escolares
- Relato da história
- Análise da história
- Resposta ao problema
- Referências
Em nossa experiência profissional, constatamos que uma parcela relevante da população infantil apresenta uma carreira de fracassos e de desadaptações escolares, vivendo a escola com mais tensão e mais conflitos do que os demais.
Também observamos que tais desadaptações constituem um processo que se inicia em etapas muito precoces do desenvolvimento, deixando muitas vezes seqüelas importantes na organização da personalidade do adolescente e do adulto.
Tais constatações nos levam a abordar o tema deste trabalho, procu¬rando entender a gênese e o desenvolvimento dos distúrbios de aprendizagem da criança ao adolescente, isto é, a partir de um modelo construtivista e desenvolvimentista, uma vez que a aprendizagem é uma construção pro¬gressiva, ativada pela experiência e pela relação recíproca da criança com o seu meio.
O estudo das dificuldades de aprendizagem constitui-se num campo amplo e complexo, envolvendo determinantes sociais, culturais, pedagógicos, psi¬cológicos e médicos.
O objetivo do presente trabalho é discutir a importância do trabalho interdisciplinar na avaliação de crianças que apresentem tal problema, sendo a participação de especialistas das áreas de pedagogia, fonoaudiologia, psi¬cologia e médica, fundamentais para se atingir esta globalidade, evitando diagnósticos e orientações alienadas, reducionistas e organicistas.
O conceito de dificuldade de aprendizagem tem sido definido de formas diferentes na literatura sobre o assunto. Termos como distúrbios de aprendi¬zagem, distúrbios psiconeurogênicos de aprendizagem, disfunção cerebral mínima, dislexias, e outros, são utilizados para designar situações freqüente¬mente coincidentes, criando-se confusão na classificação e na avaliação de crianças com problemas de aprendizagem.
Além disso, muitos destes conceitos são frutos de pesquisas desenvolvidas em países que apresentam uma realidade social, econômica e política diferentes da realidade brasileira, não podendo ser incorporados à nossa prática sem uma adequada avaliação crítica.
Outro problema se refere ao fato de que profissionais de diferentes especialidades podem estabelecer conceitos reducionistas e parciais quando trabalham sem a devida ampliação interdisciplinar exigida neste tipo de problemática.
Um exemplo deste tipo de problema pode ser encontrado na polêmica que se estabelece em torno da síndrome da disfunção cerebral mínima, associando-a às dificuldades escolares.
Assim, é importante enfocar a necessidade de se diferenciar com cuidado as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares, que é o objetivo do presente trabalho.
Também observamos que tais desadaptações constituem um processo que se inicia em etapas muito precoces do desenvolvimento, deixando muitas vezes seqüelas importantes na organização da personalidade do adolescente e do adulto.
Tais constatações nos levam a abordar o tema deste trabalho, procu¬rando entender a gênese e o desenvolvimento dos distúrbios de aprendizagem da criança ao adolescente, isto é, a partir de um modelo construtivista e desenvolvimentista, uma vez que a aprendizagem é uma construção pro¬gressiva, ativada pela experiência e pela relação recíproca da criança com o seu meio.
O estudo das dificuldades de aprendizagem constitui-se num campo amplo e complexo, envolvendo determinantes sociais, culturais, pedagógicos, psi¬cológicos e médicos.
O objetivo do presente trabalho é discutir a importância do trabalho interdisciplinar na avaliação de crianças que apresentem tal problema, sendo a participação de especialistas das áreas de pedagogia, fonoaudiologia, psi¬cologia e médica, fundamentais para se atingir esta globalidade, evitando diagnósticos e orientações alienadas, reducionistas e organicistas.
O conceito de dificuldade de aprendizagem tem sido definido de formas diferentes na literatura sobre o assunto. Termos como distúrbios de aprendi¬zagem, distúrbios psiconeurogênicos de aprendizagem, disfunção cerebral mínima, dislexias, e outros, são utilizados para designar situações freqüente¬mente coincidentes, criando-se confusão na classificação e na avaliação de crianças com problemas de aprendizagem.
Além disso, muitos destes conceitos são frutos de pesquisas desenvolvidas em países que apresentam uma realidade social, econômica e política diferentes da realidade brasileira, não podendo ser incorporados à nossa prática sem uma adequada avaliação crítica.
Outro problema se refere ao fato de que profissionais de diferentes especialidades podem estabelecer conceitos reducionistas e parciais quando trabalham sem a devida ampliação interdisciplinar exigida neste tipo de problemática.
Um exemplo deste tipo de problema pode ser encontrado na polêmica que se estabelece em torno da síndrome da disfunção cerebral mínima, associando-a às dificuldades escolares.
Assim, é importante enfocar a necessidade de se diferenciar com cuidado as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares, que é o objetivo do presente trabalho.

