Análise histórica dos computadores e sua programação
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- Introdução
- A evolução dos computadores
- A tabela de multiplicação de John Napier
- A primeira geração ( 1946 - 1955)
- A segunda geração ( 1956 - 1963)
- A terceira geração ( 1964 - 1981)
- A quarta geração ( 1982 - HOJE )
- A quinta geração
- Processamento de dados
- Tipos de PD
- Tipos de dados
- Tipos de computadores
- Classificação segundo capacidade de trabalho
- Trabalho informatizado
- Conhecimentos relevantes
- O que é um programa?
- Software básico
- Programas tradutores
- Linguagens de programação
- Programas utilitários
- A elaboração do programa
- Peopleware
- A elaboração do programa
- Conclusão
- Referências bibliográficas
Em qualquer conversa, reunião, seminário ou debate em que o assunto é informática, as posições divergentes ficam logo evidenciadas. Há os fanáticos defensores da tecnologia, que vêem nas inovações da técnica a última esperança para a humanidade e creditam à informatização da sociedade qualquer projeto para um futuro de paz, segurança e fartura para o homem sobre o planeta Terra.
Numa linha diametralmente oposta, os acusadores da informática são impiedosos: a nova tecnologia de registro, processamento e distribuição de informações concentra poderes nas mãos de poucos, aumenta a distância que separa os países pobres dos ricos e expõe os trabalhadores a mais um capítulo tenso de sua história de lutas, ao reduzir o nível de emprego e aumentar o ritmo frenético da produção em todos os setores da economia.
Como se pode observar, a informática não só é um assunto polêmico, como tende a se tornar o debate nacional mais importante, aquilo que a sociedade brasileira decidir hoje terá influência em nosso futuro pessoal durante muito tempo. Projetos como os de fabricar computadores, robôs industriais e mecanismos automáticos de controle podem envolver e decidir seu emprego, seu tempo livre e, sustentam alguns, sua liberdade. De qualquer maneira, os projetos de informatização da sociedade dizem respeito a você, como cidadão.
"Qual é o computador que Deus vai utilizar no juízo final, para somar todos os pecados da humanidade?" Essa pergunta era a provocação semanal que um crítico de cinema da Folha de S. Paulo me fazia, enquanto os bravos redatores da "Folha Informática" tentavam fechar o caderno, em meio a problemas bem menos filosóficos do que a jocosa pergunta sugere. O burburinho de uma redação de jornal diário não muda, mesmo com a instalação de modernos terminais de computadores. Ainda mais quando não há terminais suficientes para todos os preparadores de texto, ou quando a memória da máquina insiste em dar sumiço a preciosos trechos de matérias que o leitor está ansiosamente esperando no dia seguinte.
Mas a pergunta acima tem mais dois importantes componentes, além do tom de pilhéria. Primeiro, uma certeza: se Deus há de contar todos os pecados da humanidade, então ele certamente usará computadores; depois, a pergunta tem também um equívoco, comum às pessoas que se deparam pela primeira vez com um computador: a idéia de que a máquina só serve para fazer cálculos matemáticos. Um engano. Se Deus, ou seu séquito de anjos, querubins e demais chegados à esfera do poder celestial chegarem a utilizar computadores para o famoso julgamento da humanidade, então, mais do que somar pecados, as máquinas deverão classificá-los, colocá-los em um ordenamento lógico, definir seus pesos específicos e por fim indicar as penas a que cada pecador faz jus. Ou então dizer quantas e quais delícias do paraíso o contemplado vai merecer.
Portanto, fazer cálculos é apenas uma das funções de um computador. A importância da máquina ganha outra dimensão, quando pensamos nela como armazenador de informações qualificadas e classificadas. Em espanhol, a palavra utilizada para computador é "ordenador", enquanto os franceses o chamam de "ordinateur", termos que chegam muito mais perto da nova visão que se tem dado à informação, como um bem crucial nas próximas décadas.
Numa linha diametralmente oposta, os acusadores da informática são impiedosos: a nova tecnologia de registro, processamento e distribuição de informações concentra poderes nas mãos de poucos, aumenta a distância que separa os países pobres dos ricos e expõe os trabalhadores a mais um capítulo tenso de sua história de lutas, ao reduzir o nível de emprego e aumentar o ritmo frenético da produção em todos os setores da economia.
Como se pode observar, a informática não só é um assunto polêmico, como tende a se tornar o debate nacional mais importante, aquilo que a sociedade brasileira decidir hoje terá influência em nosso futuro pessoal durante muito tempo. Projetos como os de fabricar computadores, robôs industriais e mecanismos automáticos de controle podem envolver e decidir seu emprego, seu tempo livre e, sustentam alguns, sua liberdade. De qualquer maneira, os projetos de informatização da sociedade dizem respeito a você, como cidadão.
"Qual é o computador que Deus vai utilizar no juízo final, para somar todos os pecados da humanidade?" Essa pergunta era a provocação semanal que um crítico de cinema da Folha de S. Paulo me fazia, enquanto os bravos redatores da "Folha Informática" tentavam fechar o caderno, em meio a problemas bem menos filosóficos do que a jocosa pergunta sugere. O burburinho de uma redação de jornal diário não muda, mesmo com a instalação de modernos terminais de computadores. Ainda mais quando não há terminais suficientes para todos os preparadores de texto, ou quando a memória da máquina insiste em dar sumiço a preciosos trechos de matérias que o leitor está ansiosamente esperando no dia seguinte.
Mas a pergunta acima tem mais dois importantes componentes, além do tom de pilhéria. Primeiro, uma certeza: se Deus há de contar todos os pecados da humanidade, então ele certamente usará computadores; depois, a pergunta tem também um equívoco, comum às pessoas que se deparam pela primeira vez com um computador: a idéia de que a máquina só serve para fazer cálculos matemáticos. Um engano. Se Deus, ou seu séquito de anjos, querubins e demais chegados à esfera do poder celestial chegarem a utilizar computadores para o famoso julgamento da humanidade, então, mais do que somar pecados, as máquinas deverão classificá-los, colocá-los em um ordenamento lógico, definir seus pesos específicos e por fim indicar as penas a que cada pecador faz jus. Ou então dizer quantas e quais delícias do paraíso o contemplado vai merecer.
Portanto, fazer cálculos é apenas uma das funções de um computador. A importância da máquina ganha outra dimensão, quando pensamos nela como armazenador de informações qualificadas e classificadas. Em espanhol, a palavra utilizada para computador é "ordenador", enquanto os franceses o chamam de "ordinateur", termos que chegam muito mais perto da nova visão que se tem dado à informação, como um bem crucial nas próximas décadas.

