Análise histórica dos computadores e sua programação
 
 
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Trabalhos em português
 
trabalho publicado dia 09/01/2007
 
ainda não avaliado
nível : todo público
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section Sumário do trabalho
 
 
  1. Introdução
  2. A evolução dos computadores
    1. A tabela de multiplicação de John Napier
    2. A primeira geração ( 1946 - 1955)
    3. A segunda geração ( 1956 - 1963)
    4. A terceira geração ( 1964 - 1981)
    5. A quarta geração ( 1982 - HOJE )
    6. A quinta geração
  3. Processamento de dados
    1. Tipos de PD
    2. Tipos de dados
    3. Tipos de computadores
    4. Classificação segundo capacidade de trabalho
  4. Trabalho informatizado
    1. Conhecimentos relevantes
  5. O que é um programa?
    1. Software básico
    2. Programas tradutores
    3. Linguagens de programação
    4. Programas utilitários
  6. A elaboração do programa
    1. Peopleware
    2. A elaboração do programa
  7. Conclusão
  8. Referências bibliográficas
 
 
section Resumo
 
 
Em qualquer conversa, reunião, seminário ou debate em que o assunto é informática, as posições divergentes ficam logo evidenciadas. Há os fanáticos defensores da tecnologia, que vêem nas inovações da técnica a última esperança para a humanidade e creditam à informatização da sociedade qualquer projeto para um futuro de paz, segurança e fartura para o homem sobre o planeta Terra.
Numa linha diametralmente oposta, os acusadores da informática são impiedosos: a nova tecnologia de registro, processamento e distribuição de informações concentra poderes nas mãos de poucos, aumenta a distância que separa os países pobres dos ricos e expõe os trabalhadores a mais um capítulo tenso de sua história de lutas, ao reduzir o nível de emprego e aumentar o ritmo frenético da produção em todos os setores da economia.
Como se pode observar, a informática não só é um assunto polêmico, como tende a se tornar o debate nacional mais importante, aquilo que a sociedade brasileira decidir hoje terá influência em nosso futuro pessoal durante muito tempo. Projetos como os de fabricar computadores, robôs industriais e mecanismos automáticos de controle podem envolver e decidir seu emprego, seu tempo livre e, sustentam alguns, sua liberdade. De qualquer maneira, os projetos de informatização da sociedade dizem respeito a você, como cidadão.
"Qual é o computador que Deus vai utilizar no juízo final, para somar todos os pecados da humanidade?" Essa pergunta era a provocação semanal que um crítico de cinema da Folha de S. Paulo me fazia, enquanto os bravos redatores da "Folha Informática" tentavam fechar o caderno, em meio a problemas bem menos filosóficos do que a jocosa pergunta sugere. O burburinho de uma redação de jornal diário não muda, mesmo com a instalação de modernos terminais de computadores. Ainda mais quando não há terminais suficientes para todos os preparadores de texto, ou quando a memória da máquina insiste em dar sumiço a preciosos trechos de matérias que o leitor está ansiosamente esperando no dia seguinte.
Mas a pergunta acima tem mais dois importantes componentes, além do tom de pilhéria. Primeiro, uma certeza: se Deus há de contar todos os pecados da humanidade, então ele certamente usará computadores; depois, a pergunta tem também um equívoco, comum às pessoas que se deparam pela primeira vez com um computador: a idéia de que a máquina só serve para fazer cálculos matemáticos. Um engano. Se Deus, ou seu séquito de anjos, querubins e demais chegados à esfera do poder celestial chegarem a utilizar computadores para o famoso julgamento da humanidade, então, mais do que somar pecados, as máquinas deverão classificá-los, colocá-los em um ordenamento lógico, definir seus pesos específicos e por fim indicar as penas a que cada pecador faz jus. Ou então dizer quantas e quais delícias do paraíso o contemplado vai merecer.
Portanto, fazer cálculos é apenas uma das funções de um computador. A importância da máquina ganha outra dimensão, quando pensamos nela como armazenador de informações qualificadas e classificadas. Em espanhol, a palavra utilizada para computador é "ordenador", enquanto os franceses o chamam de "ordinateur", termos que chegam muito mais perto da nova visão que se tem dado à informação, como um bem crucial nas próximas décadas.

 
 
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