A qualidade de vida do indivíduo com transtornos de pânico
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As crises de pânico são freqüentes entre as pessoas que procuram os serviços de saúde e consultórios médicos, assim sendo, seu conhecimento e seu manejo não devem se restringir aos psiquiatras, mas interessar aos profissionais de saúde em geral.
Conforme Nunes e Nardi (1996), a ansiedade é um sinal de alerta, que permite a pessoa ficar atenta a um perigo iminente e tomar medidas necessárias para lidar com a ameaça. Em outras palavras, é um sentimento útil. Sem ela a pessoa estaria venerável aos perigos e ao desconhecido. É algo que está presente no desenvolvimento normal, nas mudanças e nas experiências novas e inéditas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2004), o conceito de qualidade de vida inclui a forma como a pessoa percebe o seu papel na vida, no meio cultural em que está inserido e nos valores que o rodeiam, assim como suas metas, seus desejos e suas apreensões. É um conceito subjetivo e multidimensional, que resume a sensação de bem estar experimentada pelas pessoas, e não apenas seu estado de saúde.
O tema foi escolhido devido o transtorno de pânico (T.P) ser uma doença que afeta muitas pessoas e ter nos interessado pesquisar o cotidiano delas frente às dúvidas que temos: Qual será o sentimento das pessoas para lidar com a doença? Os familiares e as próprias pessoas estão preparados para lidar com essa doença? Elas consideram ter boa qualidade de vida?
É importante que esse trabalho possa sensibilizar os profissionais de saúde que por ventura tenham acesso a ele e que as demais pessoas possam rever seus conceitos em relação a esse tipo de doença e se preparem melhor cognitivamente para ajudar as pessoas que necessitam de apoio e respeito.

