A nova ordem mundial: a globalização e os meios de informação
 
 
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trabalho publicado dia 04/10/2008
 
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nível : expert
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section Resumo
 
 
Na atualidade impera a globalização, uma nova ordem mundial que tem na informação um de seus elementos-chave e que vem transformando drasticamente a realidade de muitas culturas. As novas tecnologias de informação apresentam um vasto poder de massificar idéias, sendo que as nações poderosas valem-se do monopólio do conhecimento para melhor poder espalhar suas influências pelo planeta. Devido à constante irradiação de preceitos estrangeiros através da globalização, muitos Estados mostram-se enfraquecidos, tendo seu modo de ser e de viver sobrepujados pelos poderosos. Isso se dá principalmente pelo difícil acesso à informação enfrentado pelas nações pobres, que se vêem obrigadas a assimilar o conhecimento disponibilizado pelos patrocinadores da globalização. Percebe-se a necessidade de se questionar mais profundamente a validade dos processos de globalização e da Sociedade da Informação, ressaltando a necessidade do Estado continuar cumprindo com suas funções tradicionais, dentre elas a de proteger a pluralidade cultural dos povos.
Vivemos em uma sociedade bastante desigual, onde se verifica um profundo abismo separando os mais ricos dos mais pobres. De igual forma, o acesso aos meios de informação e de formação pessoal é muito desproporcional, sendo que as classes mais privilegiadas conseguem manipular os fatos a seu favor, valendo-se de elementos tais como poder e prestígio de acordo com seus interesses pessoais. Porém, esta situação nem sempre é claramente percebida pelas pessoas, sendo que, segundo Quéau (1998, p. 198): "[...] a maioria esmagadora não vive, não compreende e menos ainda se beneficia da globalização, embora esteja de fato sofrendo suas conseqüências e seja direta ou indiretamente afetada por ela de modo efetivo e profundo".
Contextualizado com este processo, o estudo sobre a informação em tempos de globalização faz uma abordagem sobre o acesso das pessoas aos meios de informação, a desigualdade de oportunidades e o processo de globalização dos meios de comunicação. Além disso, procura chamar a atenção para as armadilhas do mundo atual (globalização, neoliberalismo, monopólio da informação, etc), através das quais as nações poderosas colonizam as mais fracas, impondo suas ideologias, culturas e valores, enquanto apropriam-se selvagemente das últimas riquezas do Terceiro Mundo.
As novas tecnologias de informação e comunicação interferem em todos os aspectos da nossa sociedade e também a nível global, criando um processo acelerado de massificação de idéias e interesses coletivos, onde o bem comum nem sempre é prioridade. Conforme Quéau (1998, p. 199): "[...] de fato, as globalizações tecnológicas e econômicas estão interligadas e afetam todos os países, direta ou indiretamente". Trata-se, então, de um fenômeno mundial que vem alastrando-se assustadoramente há cerca de duas décadas, fazendo surgir uma nova espécie de colonialismo.
Nesta nova ordem, em quase todas as sociedades, as necessidades e preferências dos ricos e poderosos são as mais respeitadas, sendo prontamente concretizadas pelas autoridades locais. Em contra-partida, os interesses pelo bem comum e pela coletividade não prevalecem, o que vem a favorecer apenas a uma pequena parcela da população, justamente aquela que já é privilegiada e que detém o controle da informação. Inclusive, a informação revela-se uma poderosa arma a serviço da globalização, pois é formadora de opinião e pode ser manipulada de acordo com os objetivos e interesses dos mais poderosos, propagando suas idéias e anseios através da sutil manipulação dos meios de comunicação.
 
 
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