A língua armênia e cultura cristã
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A língua Armênia é falada desde 600 a.C. e é uma das mais antigas do mundo, era oral e não escrita. As origens da literatura na Armênia acabam se perdendo no tempo. Já se fazia uso da expressão oral em criações literárias séculos antes da invenção do alfabeto armênio. A tradição oral, composta pelo povo, poesia cantada sobreviveu oralmente por quase 1000 anos, pois não tinha a literatura escrita. Alguns historiadores acreditam que estas citações, estas criações, ao invés de serem orais, apoiavam-se em um suposto alfabeto primitivo ou faziam uso da miscigenação dos alfabetos dos povos vizinhos. A história Armênia precedeu o cristianismo, e neste período, havia uma criatividade literária que tratava de maneira mais comum o teor épico, em que os heróis eram celebrados em versos que eram transmitidos de geração em geração, sofrendo mudanças e enriquecimentos constantes. Graças a alguns historiadores armênios medievais, com destaque para Moisés de Khorenatsi, pai da literatura Armênia, que é um escritor do Século de Ouro, século V, é que temos contato com estes versos de poemas que exaltam as façanhas dos deuses e dos homens. Estes poemas provavelmente eram criados por bardos e cantores e que graças à tradição avançou séculos. Estes poemas eram conhecidos como Cantos de Goghten, que podiam ser em prosa ou em verso. Khorenatsi elucida que este nome (Cantos de Goghten) deve-se ao fato de terem sido entoados pelos bardos de Goghten. Desta forma, os cantores de Goghten, séculos após a cristianização no país, contribuíram para a conservação e propagação do folclore e dos mitos do paganismo épico.
A Armênia é a primeira nação oficialmente que aderiu ao cristianismo. A cristianização da Armênia ocorreu em 301 d.C. e não relata somente uma mudança de religião, é toda cultura de um povo que toma um novo rumo. A adoção do cristianismo acaba por distanciar ainda mais os armênios (politicamente e culturalmente) de seus vizinhos orientais, os persas. E como os armênios não possuíam uma escrita própria, era inevitável que começassem a escrever na língua de povos vizinhos já cristianizados. A língua grega e a siríaca foram utilizadas na redação de documentos oficiais da época e como meio de divulgação da expressão literária e teológica. Como o uso destas línguas ameaçavam a identidade cultural e nacional, coube a Mesrob Mashdotz, junto a seus colaboradores, com apoio das entidades políticas e religiosas, a criação deste instrumento providencial, por volta de 406 d.C.. Com a criação do alfabeto armênio, a comunidade religiosa, a elite intelectual da época, inicia a tradução de toda uma literatura cristã básica, para a língua Armênia, que iria favorecer o avanço da evangelização no país. A primeira obra a ser traduzida, foi a Bíblia que era lida e utilizada em língua estrangeira. Sua tradução inicial foi feita de um texto siríaco. Logo depois, em decorrência do contato com alguns tradutores de Constantinopla refez-se a tradução com base na Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento original em hebraico). Foi um trabalho difícil, mas com resultado compensador, pois inaugurou a nova era para a evangelização do país, bem como para a evolução e o aprimoramento da língua, nascendo assim, a escrita Armênia.
A Armênia é a primeira nação oficialmente que aderiu ao cristianismo. A cristianização da Armênia ocorreu em 301 d.C. e não relata somente uma mudança de religião, é toda cultura de um povo que toma um novo rumo. A adoção do cristianismo acaba por distanciar ainda mais os armênios (politicamente e culturalmente) de seus vizinhos orientais, os persas. E como os armênios não possuíam uma escrita própria, era inevitável que começassem a escrever na língua de povos vizinhos já cristianizados. A língua grega e a siríaca foram utilizadas na redação de documentos oficiais da época e como meio de divulgação da expressão literária e teológica. Como o uso destas línguas ameaçavam a identidade cultural e nacional, coube a Mesrob Mashdotz, junto a seus colaboradores, com apoio das entidades políticas e religiosas, a criação deste instrumento providencial, por volta de 406 d.C.. Com a criação do alfabeto armênio, a comunidade religiosa, a elite intelectual da época, inicia a tradução de toda uma literatura cristã básica, para a língua Armênia, que iria favorecer o avanço da evangelização no país. A primeira obra a ser traduzida, foi a Bíblia que era lida e utilizada em língua estrangeira. Sua tradução inicial foi feita de um texto siríaco. Logo depois, em decorrência do contato com alguns tradutores de Constantinopla refez-se a tradução com base na Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento original em hebraico). Foi um trabalho difícil, mas com resultado compensador, pois inaugurou a nova era para a evangelização do país, bem como para a evolução e o aprimoramento da língua, nascendo assim, a escrita Armênia.

