A influência da família no desenvolvimento do sujeito
 
 
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trabalho publicado dia 06/05/2009
 
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section Resumo
 
 
INTRODUÇÃO
Pode- se dizer que se, de acordo com a tradição, identidade tem o significado de uma unidade de semelhanças se encostarem- se à continuação, outras feitios do conceito têm sido desenvolvidas na Psicologia Social e outras disciplinas das ciências humanas e sociais. Sendo que, vale distinguir algumas alternativas pelas quais o conceito ganha um sentido dialético, como por exemplo, em Ciampa, em que identidade é "contraditória, múltipla e mutável", mas ao mesmo tempo é uma, diferenciando- se como um vir-a-ser sempre inacabado. Neste aspecto, diferença e igualdade aparecem como a base deste conceito, abrangidas pelo movimento do igualar-se e do diferenciar- se, dependendo dos vários grupos que, ao longo da vida, vamos fazendo parte e, assim, cada sujeito contém "uma infinitude de humanidade."
Sendo assim, no construtivismo de Piaget , o processo de constituição do conhecimento confunde- se com o próprio processo de constituição e de desenvolvimento do sujeito, na sua relação com o mundo, que é físico e ao mesmo tempo simbólico. Sendo que, esse sujeito se determina como tal a partir do momento em que se compõe junto com o objeto do conhecimento, que não é somente, nem essencialmente, físico. Deste modo, falar em construção do conhecimento constitui falar ao mesmo tempo em construção do sujeito que conhece e do objeto a ser conhecido. Ambos "aparecem como resultado de um processo permanente de construção"
Oliveira , por sua vez, aduz:
O corpo é, portanto, conhecimento e medida do indivíduo,mas é também, espaço de construção do Sujeito pela relação com o Outro. Assim, os conteúdos que remetem ao espaço e ao tempo serão, sempre, um diálogo entre a experiência cultural (portanto coletiva) e a experiência singular, individual, do aluno objeto de trabalho. Nosso grande desafio e cuidado é favorecer nossos educandos a nominarem suas experiências no mundo, permitindo a ampliação de sua percepção mediante a produção discursiva, cujo sentido não seja restrito __ fazendo supor que teríamos, apenas, um tempo único ou um espaço homogêneo e único

CAP.1 SUJEITO
1.1 Identidade
Ressalta- se que no caso da constituição da identidade de gênero, pode- se caminhar por um raciocínio análogo. Considera- se que o conceito de identidade traz, pelo menos, três noções implícitas:
a) a idéia de igualdade, tal como propalada na modernidade através da declaração dos direitos do homem; b) a idéia complementar de singularidade, ou seja, de que todo homem é único, singular; e c) a idéia de que o sujeito singular, portador de uma história pessoal constituída através de suas relações com outros sujeitos e inscrita no movimento da história, pode se reconhecer na sua individualidade. Apesar de cada homem possuir uma história singular, nela encontra aquilo que compartilha com os outros e que torna cada biografia inteligível para os demais. Como a identidade significa não apenas o que sou, mas quem sou situado no tempo e no espaço sociais, ela constitui-se como uma experiência cultural. A presença do outro é condição de possibilidade para a constituição e afirmação da identidade.
Maheirie enfatiza que o sujeito, a partir das relações que vivencia no mundo, abrolha significações e, como ser significante, vivenciar esta sua condição de ser lhe admite singularizar os objetos coletivos, humanizando a objetividade do mundo. Enfatiza- se que suas significações agrupadas às suas ações, em movimento de totalizações abertas, ajeitam o sujeito que vai sendo revelado por aparências. Enfatiza- se que em cada ato estimado, em cada gesto ou significação, o sujeito está se revelando como um todo, pois em "cada perspectiva considerada, encontramos aí o homem total objetivando-se num determinado sujeito".
Segundo Oliveira a identidade de gênero pode ser abrangida dentro deste dinamismo como uma das facetas da analogia do sujeito. Dessa forma, em se tratando gênero como uma categoria relacional e sócio-histórica, existe que se considerar, assim sendo, a constituição da identidade de gênero como um percurso representado e composto na trajetória do sujeito interativo, a partir das inúmeras relações que este sujeito traça com os outros expressivos que analisam mediata ou imediatamente seu conhecimento.
Para Castells , as identidades compõem fontes de definição para os próprios atores sociais, por eles abrolhadas, e construídas por meio de um processo de individuação. Coloca- se que na visão do autor, para um acurado indivíduo ou ainda um ator coletivo, pode haver identidades múltiplas. Neste contexto, Hall afasta que, na pós-modernidade, a identidade torna-se uma celebração móvel. Ele elucida que, acentuado historicamente e não biologicamente, o sujeito admite identidades diferentes em diferentes momentos. De acordo com o autor, as velhas analogias estão em declínio, fazendo abrolhar novas identidades e importunando a fragmentação do indivíduo moderno.
Enfatiza- se que a constituição da identidade tem a marca da confusão, da síntese imperfeita de contrários, daquilo que é individual e coletivo, daquilo que é próprio e alheio, daquilo que é igual e diferente, sendo análogo a uma linha que aponta ora para um pólo, ora para outro. Sendo assim, a utilização do conceito de identidade nos aceita desvelar os indivíduos, grupos ou coletividades, localizá-los no tempo e no espaço, "identificando-os" como estes e não outros, mesmo em metamorfose. Salienta- se que ao mesmo tempo, como já apontou Sousa Santos, identidade também é empregada como escudo, como defesa em relação àquilo que é estranho. Dessa forma, identidade é um conceito que, fatalmente, traz um paradoxo, o qual Sawaia destaca ser o mesmo que sofre o conceito de comunidade: a polarização ou cristalização do significado como algo que permanece e é estático, ou como algo que é multiplicidade e metamorfose. Identidade é uma (...) perspectiva analítica que contém em si mesma a possibilidade de fugir tanto das metanarrativas quanto do relativismo absoluto, bem como a possibilidade de garantir o respeito à alteridade e, ao mesmo tempo, de proteger-se contra o estranho.
Pode- se dizer que se, de acordo com a tradição, identidade tem a definição de uma unidade de afinidades se fechando na permanência, outros aspectos do conceito têm sido crescidas na Psicologia Social e outras disciplinas das ciências humanas e sociais. Sendo que, vale distinguir algumas alternativas pelas quais o conceito ganha um sentido dialético, como por exemplo, em Ciampa , em que identidade é "contraditória, múltipla e mutável", mas ao mesmo tempo é uma distinguindo- se como um vir-a-ser sempre imperfeito. Sendo que, nesta aparência, diferença e igualdade aparecem como a base deste conceito, abrangidas pelo movimento do igualar-se e do diferenciar-se, dependendo dos vários grupos que, ao longo da vida, vamos improvisando parte e, assim, cada sujeito domina "uma infinitude de humanidade". Continua:
(...) cada instante da minha existência como indivíduo é um momento de minha concretização (o que me torna parte daquela totalidade), em que sou negado (como totalidade), sendo determinado (como parte); assim, eu existo como negação de mim-mesmo, ao mesmo tempo em que o que estou-sendo sou eu-mesmo.
Neste sentido, Sousa Santos , vem igualmente cooperar intensamente para este debate, afiançando que a identidade se demonstra como uma síntese de identificações em curso. Sendo que, para ele, identidade só pode ser abrangida como "resultados sempre transitórios e fugazes de processos de identificação (...) identidades são, pois, identificações em curso". Sendo que, nesta direção, este apreciação não pode ser abrangida jamais de forma estática, como algo pronto e definitivo, visto que é construção incessante de si em movimentos contraditórios.
Pode- se dizer que a constituição da identidade tem a marca da confusão, da síntese incompleta de contrários, daquilo que é individual e coletivo, daquilo que é próprio e alheio, daquilo que é igual e diferente, sendo idêntico a uma linha que distingue ora para um pólo, ora para outro. Enfatiza- se que a utilização do conceito de identidade nos admite desvelar os indivíduos, grupos ou coletividades, localizá-los no tempo e no espaço, "identificando-os" como estes e não outros, mesmo em metamorfose. Ao mesmo tempo, como já apontou Sousa Santos , identidade também é utilizada como escudo, como defesa em relação àquilo que é estranho. Sendo assim, identidade é um conceito que, inevitavelmente, traz um paradoxo, o qual Sawaia realça ser o mesmo que sofre o conceito de comunidade, a polarização ou cristalização da definição como algo que continua e é estático, ou como algo que é abundância e metamorfose. Identidade é uma
(...) perspectiva analítica que contém em si mesma a possibilidade de fugir tanto das metanarrativas quanto do relativismo absoluto, bem como a possibilidade de garantir o respeito à alteridade e, ao mesmo tempo, de proteger-se contra o estranho.
Sendo assim, Osório aduz que como uma aparência da personalidade, a identidade pode ser abrangida como:
O conhecimento por parte de cada indivíduo da condição de ser uma unidade pessoal ou entidade separada e distinta dos outros, permitindo-lhe reconhecer-se o mesmo a cada instante de sua evolução ontológica e correspondendo, no plano social, à resultante de todas as identificações prévias feitas até o momento considerado.
 
 
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