A eficiência dos instrumentos de hedge contra o risco cambial
 
 
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Trabalhos em português
 
trabalho publicado dia 05/01/2007
 
ainda não avaliado
nível : todo público
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section Sumário do trabalho
 
 
  1. Introdução
  2. Referencial Teórico
    1. O que é Hedge
    2. Mercados de Derivativos
    3. Futuros
    4. Opções
    5. Swap
  3. Metodologia
  4. Instrumentos de Hegde disponíveis no mercado brasileiro
    1. Opções de Compra (CALL) e Venda (PUT)
    2. Swap TJLP
    3. Swap com Limitador de Perda (Stop Loss Forward)
    4. Importação Futura
    5. Termo de Moedas (NDF - Non Delivery Forward)
  5. Aplicação Empírica
    1. Introdução
    2. Casos
    3. Caso 01
    4. Caso 02
    5. Caso 03
    6. Caso 04
  6. Conclusão
  7. Referências Bibliográficas
 
 
section Resumo
 
 
Mercados globalizados exigem das empresas respostas mais rápidas às mudanças, cada vez mais internacionalizadas essas empresas não dependem somente da política econômica interna, é necessário um monitoramento constante do ambiente externo, principalmente da maior potência mundial, os Estados Unidos da América. Dentro deste contexto, as empresas nacionais, através de importações e exportações contraem compromissos em dólar e em outras moedas também.
Segundo Pereira (2000), qualquer fluxo monetário denominado em dólares, que seja liquidado em reais, ou fluxo em reais que seja liquidado em dólares, está sujeito ao risco de variação cambial. No momento do vencimento da operação, deve-se possuir moeda para liquidação em caixa ou adquiri-la no mercado à taxa de câmbio vigente.
Na data do vencimento da operação pode acontecer que a taxa de câmbio seja diferente da esperada no momento em que a operação foi realizada. A variação decorrente do descasamento de moeda entre o ativo e o passivo da operação é denominada risco de variação cambial. Por isso é importante uma Gestão do Risco da Variação Cambial, no que tange a utilização de Hedge.
O início da década de 70 foi marcado por grandes mudanças no contexto internacional. O sistema mundial de câmbio tornou-se muito mais livre, ocasionando fortes mudanças nas paridades das moedas. Como conseqüência deste fato, as taxa de juros também começam a sofrer fortes oscilações, aumentando o risco para os investidores e para as políticas econômicas dos países. (SILVA NETO, 2002).

Os Bancos Centrais do G10 (Japão Bélgica, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Suécia e mais tarde Suíça) por muito tempo controlavam as cotações de suas moedas não deixando que essas moedas saíssem dos níveis pré-estabelecidos e pelo EMS (European Monetary System). Atualmente os Bancos Centrais já não possuem controle sobre suas moedas, o próprio mercado define o patamar destas moedas no curto e médio prazo.
Segundo Silva Neto (2002), devido a esta reorganização no meio ambiente internacional, que teve início na década de 70 e dura até hoje, os clientes dos bancos, principalmente as indústrias multinacionais, começaram a demandar formas mais eficientes de financiamento e, principalmente, proteção para seu investimento contra alterações nas paridades das moedas. Demandam enfim, maior expertise financeira de seus bancos. O mundo financeiro tornou-se um campo propício para novos produtos e soluções. O capital passou a fluir de forma rápida e eficiente, procurando o melhor retorno e o menor risco.
Os BCs dos países desenvolvidos passam a assistir, como meros espectadores as moedas valorizando e desvalorizando rapidamente, com isso, instrumentos de proteção tornam-se cada vez mais necessários e fundamentais para a sobrevivência das empresas. Aí que surgem os primeiros instrumentos derivativos de balcão, ou swaps. O swap como veremos mais adiante é a troca do resultado da aplicação de um índice, ou variação de preços, sobre um valor principal. (SILVA NETO, 2002)
 
 
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