A administração colegiada na visão da pedagogia histórico crítica
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nível : todo público
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- Introdução
- A administração colegiada na visão da pedagogia histórico-crítica
- A escola e a diversidade cultural
- Fundamentos teóricos do processo de administração colegiada
- O sentido pedagógico e político da administração colegiada
- Conclusão
- Referências bibliográficas
A presente monografia versará sobre a temática "Gestão Escolar, cidadania, relações de poder e diferenças".
No presente estudo, focaliza-se a relação entre administração colegiada e prática pedagógica nas escolas públicas estaduais de Ensino Fundamental e Médio. Manifesta-se, pois, a preocupação em refletir criticamente a respeito da gestão democrática da escola, a partir do ponto de vista do próprio educador sobre a função essencial da escola pública.
Acredita-se que a função essencial da escola pública consista na socialização do saber sistematizado, indispensável ao exercício de cidadania, assim como na produção e sistematização de um novo saber nascido das necessidades da prática social. Tal função, deveria garantir aos indivíduos, pertencentes a uma determinada sociedade, uma base comum de conhecimentos e habilidades, enquanto instrumental necessário à participação e às transformações sociais.
Desta maneira, reconhece-se que esse instrumental deveria ser assegurado, pela escola, às diferentes camadas da sociedade.
Entretanto, observando-se o cotidiano escolar, verifica-se que a apropriação desses conhecimentos e habilidades tem sido quase exclusiva das classes dominantes. Este fato tem trazido freqüentes prejuízos às camadas populares, por não encontrarem na escola que também lhes é destinada, condições qualitativas que lhes garantam a posse desse instrumental.
Os mecanismos responsáveis por esses prejuízos vão desde a negação ao atendimento dos níveis mais elevados da escolarização, pela seletividade interna na própria escola, até o aligeiramento e desqualificação do trabalho escolar para a grande maioria que freqüenta a escola. Esta desqualificação inclui, entre outros aspectos, a centralização dos processos de tomada de decisões dentro da escola e a conseqüente prática pedagógica daí decorrente.
O que se observa, concretamente, é que a apropriação - ¬produção do saber, pela classe dominante, se dá muito mais em virtude da desqualificação do trabalho escolar, do que pela falta de escolas públicas que possa estar impedindo o atendimento da classe trabalhadora.
Esse tipo de administração, fruto da (in)competente transposição para a escola do modelo da lógica empresarial, baseada na racionalidade científica, constitui-se de fato numa forma sutil e eficaz de impedir o acesso aos níveis mais elevados do saber à classe trabalhadora.
Assim, a constatação da atual tendência de aumento do acesso à escola pública passa a ter pouca relevância quando examinada à luz do tipo qualitativo de escola a que a clientela da rede estadual (filhos da classe trabalhadora) tem acesso.
Em suma, o que os dados demonstram é que se, por um lado, o acesso à escola pública estadual, pela classe trabalhadora, tem sido ampliado, por outro lado, observa-se a negação de condições objetivas e materiais que facultem a esta classe uma escola de qualidade e a participação na organização da escola. Tal negação é evidenciada pelos índices de evasão e repetência na escola pública indicando que a mesma não está respondendo aos interesses das camadas populares.
Tal situação constitui-se numa forma sutil e eficaz de impedir o acesso aos níveis mais elevados do saber à classe trabalhadora, e tem o (des) mérito de manter esta classe marginalizada dos processos decisórios no âmbito interno da escola e, conseqüentemente, alijada das decisões que permeiam o destino da sociedade.
Nestes termos, os fatos assinalados indicam que a função essencial da escola pública estaria sendo descaracterizada pela própria escola. Isto incita a pensar a respeito dessa função, procurando identificar o tipo de prática pedagógica que possa assegurá-Ia.
Naturalmente que uma reflexão crítica, a respeito do que acredita-se ser a função essencial da escola pública, deverá poder evidenciar perspectivas e/ou estratégias viáveis a uma prática pedagógica sensível às necessidades das camadas populares. Nesta perspectiva, aponta-se como particularmente significativo o processo de administração colegiada. Pois, tal processo, priorizando a descentralização administrativa, procura democratizar o processo pedagógico e a infra-estrutura que o suporta, permitindo a participação de toda comunidade escolar nas decisões que afetam a vida interna da escola.
Acredita-se, por conseguinte, que essa prática, ao dinamizar os diversos segmentos que compõem a comunidade escolar, num projeto totalizador e solidário, possa cumprir o seu papel de força auxiliar na transformação histórica da escola e da sociedade. Acredita-se, outrossim, que a apreensão teórica e histórica da prática educativa escolar, vivenciada na sociedade brasileira, como prática contraditória, é que irá permitir pensá-Ia e concretizá-Ia enquanto espaço possível de atendimento aos interesses da classe trabalhadora. Neste contexto, objetiva-se explorar a possibilidade da relação entre administração colegiada e prática pedagógica democratizante.
No presente estudo, focaliza-se a relação entre administração colegiada e prática pedagógica nas escolas públicas estaduais de Ensino Fundamental e Médio. Manifesta-se, pois, a preocupação em refletir criticamente a respeito da gestão democrática da escola, a partir do ponto de vista do próprio educador sobre a função essencial da escola pública.
Acredita-se que a função essencial da escola pública consista na socialização do saber sistematizado, indispensável ao exercício de cidadania, assim como na produção e sistematização de um novo saber nascido das necessidades da prática social. Tal função, deveria garantir aos indivíduos, pertencentes a uma determinada sociedade, uma base comum de conhecimentos e habilidades, enquanto instrumental necessário à participação e às transformações sociais.
Desta maneira, reconhece-se que esse instrumental deveria ser assegurado, pela escola, às diferentes camadas da sociedade.
Entretanto, observando-se o cotidiano escolar, verifica-se que a apropriação desses conhecimentos e habilidades tem sido quase exclusiva das classes dominantes. Este fato tem trazido freqüentes prejuízos às camadas populares, por não encontrarem na escola que também lhes é destinada, condições qualitativas que lhes garantam a posse desse instrumental.
Os mecanismos responsáveis por esses prejuízos vão desde a negação ao atendimento dos níveis mais elevados da escolarização, pela seletividade interna na própria escola, até o aligeiramento e desqualificação do trabalho escolar para a grande maioria que freqüenta a escola. Esta desqualificação inclui, entre outros aspectos, a centralização dos processos de tomada de decisões dentro da escola e a conseqüente prática pedagógica daí decorrente.
O que se observa, concretamente, é que a apropriação - ¬produção do saber, pela classe dominante, se dá muito mais em virtude da desqualificação do trabalho escolar, do que pela falta de escolas públicas que possa estar impedindo o atendimento da classe trabalhadora.
Esse tipo de administração, fruto da (in)competente transposição para a escola do modelo da lógica empresarial, baseada na racionalidade científica, constitui-se de fato numa forma sutil e eficaz de impedir o acesso aos níveis mais elevados do saber à classe trabalhadora.
Assim, a constatação da atual tendência de aumento do acesso à escola pública passa a ter pouca relevância quando examinada à luz do tipo qualitativo de escola a que a clientela da rede estadual (filhos da classe trabalhadora) tem acesso.
Em suma, o que os dados demonstram é que se, por um lado, o acesso à escola pública estadual, pela classe trabalhadora, tem sido ampliado, por outro lado, observa-se a negação de condições objetivas e materiais que facultem a esta classe uma escola de qualidade e a participação na organização da escola. Tal negação é evidenciada pelos índices de evasão e repetência na escola pública indicando que a mesma não está respondendo aos interesses das camadas populares.
Tal situação constitui-se numa forma sutil e eficaz de impedir o acesso aos níveis mais elevados do saber à classe trabalhadora, e tem o (des) mérito de manter esta classe marginalizada dos processos decisórios no âmbito interno da escola e, conseqüentemente, alijada das decisões que permeiam o destino da sociedade.
Nestes termos, os fatos assinalados indicam que a função essencial da escola pública estaria sendo descaracterizada pela própria escola. Isto incita a pensar a respeito dessa função, procurando identificar o tipo de prática pedagógica que possa assegurá-Ia.
Naturalmente que uma reflexão crítica, a respeito do que acredita-se ser a função essencial da escola pública, deverá poder evidenciar perspectivas e/ou estratégias viáveis a uma prática pedagógica sensível às necessidades das camadas populares. Nesta perspectiva, aponta-se como particularmente significativo o processo de administração colegiada. Pois, tal processo, priorizando a descentralização administrativa, procura democratizar o processo pedagógico e a infra-estrutura que o suporta, permitindo a participação de toda comunidade escolar nas decisões que afetam a vida interna da escola.
Acredita-se, por conseguinte, que essa prática, ao dinamizar os diversos segmentos que compõem a comunidade escolar, num projeto totalizador e solidário, possa cumprir o seu papel de força auxiliar na transformação histórica da escola e da sociedade. Acredita-se, outrossim, que a apreensão teórica e histórica da prática educativa escolar, vivenciada na sociedade brasileira, como prática contraditória, é que irá permitir pensá-Ia e concretizá-Ia enquanto espaço possível de atendimento aos interesses da classe trabalhadora. Neste contexto, objetiva-se explorar a possibilidade da relação entre administração colegiada e prática pedagógica democratizante.

